segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vencedores do Concurso "Receita Premiada Balkis"

Sei que você vai ler direto a lista dos premiados para saber se seu nome está lá. Caso esteja, parabéns! Caso não esteja, parabéns também!
É que antes eu queria agradecer muito à todos os que ficaram de fora, em primeiro lugar. Porque vocês fizeram o sucesso deste concurso, junto com os premiados, é claro! É que foi muita gente e não dá pra premiar todo mundo, infelizmente.
Eu, como já disse, fui a que mais ganhou: amigos, entusiasmo, idéias novas. Quem gosta de cozinha sabe o prazer que é trocar idéias e entender novas possibilidades...Obrigada à todos pelo entusiasmo e pela decisão de participar. O Brasil é o futuro da gastronomia. E gastronomia quer dizer muita coisa além de uma comida muito legal: são anos de desenvolvimento e assimilação de vários pontos de vista e manifestações culturais amalgamadas. E o apuro e a contínua transformação disso tudo...
Bom, vencedores, é o seguinte: cozinheiro que se preza não tem preguiça, certo? Então aqueles que foram premiados e me devem fotos das produções, mãos à obra. Vocês tem uma semana para me mandar o que devem e receber seus prêmios. Tenho que mostrar aqui , pessoal!!!
Como vou começar a comentar as receitas aos poucos, vou passar na frente quem fez o trabalho completo e espero que vocês me enviem as fotos para eu mandar os prêmios, combinado?
Aí estão os vencedores completos e os devedores de fotos também:

1. Gerson Michelli (ele não é meu parente!!)
2. Ney Robinson D'Oliveira
3. Cláudio Moreira
4. Silvia Polidoro
5. Saulo S. S. Calliari
6. Anderson Silva
7. Roberta Fernandes
8. Marisa Novais Albertino do Rego
9. Paulo Roberto Gaefke
10. Luciene Arruda

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Filé com espinafre e Cottage do chef Bruno Stippe

Esta receita é do chef Bruno Stippe, que dispensa apresentações. O Bruno escreve no site da Balkis (http://www.balkis.com.br/) e, se você ainda não o conhece, pode dar uma espiada lá no site para conferir o talento dele. Recebi esta receita para postar aqui no blog onde ele usou o queijo cottage Balkis para produzir o molho. Confira o passo a passo pelo próprio Bruno.


Filé com Espinafre e Cottage

Ingredientes
200g de file mignon alto
100g de espinafre picado e pré-cozido
100g de cottage em pasta
2 colheres sopa de cebola picada
½ xícara de creme de leite
½ colher sopa de manteiga
½ colher sopa de farinha de trigo
1 cálice de vinho branco
sal e pimenta do reino a gosto

Preparo

Temperar o filé com sal e pimenta, derreter a manteiga e grelhar o filé dos dois lados rapidamente para “selar”, juntar a cebola e refogar até dourar, juntar o vinho e ferver até evaporar completamente, neste ponto polvilhar sobre a cebola a farinha de trigo e mexer bem, juntar o espinafre e refogar rapidamente para misturar bem, juntar o creme de leite e o cottage, misturar bem até que fique tudo homogeneo.
Servir imediatamente.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Final do concurso Balkis

Acabou. E foi muito legal. Queira agradecer à todos os que participaram e enviaram suas receitas. Agora está montado um leque criativo e eu vou escolher os dez premiados. Os nomes dos vencedores será publicado na segunda feira, dia 06 de dezembro, aqueles que irão receber os kits Balkis em suas casas: uma sacola térmica rechada de delícias para que você possa aproveitar a ocasião, que é festiva, e compartilhar sua criatividade com os amigos e familiares.

As receitas premiadas serão comentadas ao longo das semanas e você vai poder perceber como são ricas e interessantes as diferentes abordagens dos mesmos ingredientes, e as vezes, até mesmo da mesma receita. Além de que fiz ótimos amigos.
Então, aguarde até segunda para ver se você vai estar na lista dos premiados. Se não estiver, não se aborreça. Você sabe que escolhas passam por gostos pessoais, e o que importa na cozinha, é o seu.

Continue criativo e obrigada, mais uma vez

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Hours Concours: a pizza da Giulia

Não teve jeito de ser diferente. Quando recebi a receita do Alexandre, me deu aquela felicidade gratuita, sabe como é? Tem uma música do Zeca Baleiro que diz alguma coisa como "hoje acordei com vontade de mandar flores para o delegado, beijar o cachorro da vizinha..." sei lá, alguma coisa assim... Fiquei me sentindo igual. Dividi a alegria com o Sérgio e ele repassou para o pessoal da Balkis que teve o mesma intenção que eu: "hours concours", fora do concurso!

A Giulia está recebendo um kit Balkis apesar de tudo continuar igual: as dez melhores receitas serão premiadas com uma sacola térmica recheada de possibilidades para suas receitas ficarem maravilhosas. E a receita dela estou postando aqui, hoje.

Vou explicar: a receita da Giulia fazendo pizza com o pai dela, o Alexandre, foi para mim, como um emblema do que pretendo ao escrever neste blog: acordar nas pessoas o gosto pelo lúdico, o desenvolvimento do senso de beleza, o prazer de saborear um prato elaborado com bons ingredientes, a harmonia entre eles, e uma montanha de outros blá, blá blás da mente insana dos cozinheiros, em geral.

Na hora que vi aquela carinha linda, brincando com o pai de fazer pizza, lembrei tantas coisas formativas do meu caráter que aconteceram enquanto cozinhava na infância...enquanto educava meus filhos e cozinhava com e para eles...enquanto cozinho ainda hoje para pessoas que nunca vou chegar a conhecer...

Pensei que, se a Giulia mostrar para os amiguinhos o prêmio que ganhou, pode estimular a garotada a estimular seus pais a conviverem um pouco mais com eles brincando de educar na cozinha, estimulando a criatividade e a curiosidade das crianças, tanta coisa linda que nem sei.

Bom pessoal, a Balkis quis assim (oba, eu também!): Giulia, parabéns pela sua pizza que deve ter ficado uma delícia! Nas fotos que se pai mandou quase que dá prá sentir o cheirinho do manjericão em cima dessa mussarela derretida incrível que você usou. Faça muitas experiências na cozinha, pois eu tenho certeza, você vai se divertir muito e se tornar uma superchef na sua cozinha! Um beijo prá você!

Aí vai a receita da Giulia! (Clique na imagem para ver maior)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Berinjela


Você sabia que a berinjela é um fruto originário da Índia? É isso ai, cheio de sementes dentro e chegou ao ocidente através dos árabes da península ibérica que têm, até hoje, um caso de amor com ela. Em Istambul os mercados estão lotados de berinjelas secas e vazias para rechear pendurada junto com pimentões na mesma apresentação, para o mesmo fim!

Tem gente que resiste a ela por causa da picância característica. Com especiarias ou sem elas, a berinjela está totalmente adaptada ás Américas, para nossa sorte. Os Italianos juntaram os tomates e nós brasileiros, permeáveis culturalmente que somos, ficamos com todas as influências! Oba!


Hoje tinha uma berinjela rodopiando que nem pião na gaveta da geladeira e decidi resolver este problema. Ficou tão gostoso que vou publicar a receita. Se você é daqueles que ainda resistem a berinjela, quem sabe não te apetece e você ganha mais um ingrediente para a lista de sabores que gosta?

Fiz com queijo mussarela Balkis ralada no ralo grosso. Olha a receita:

Ingredientes:
1 berinjela grande
2 tomates
400 gramas de molho de tomates (veja o modo de preparo do molho de tomates clicando aqui)
3 ramos de alecrim
azeite de oliva
sal (a gosto)

Modo de preparo:
Higienize todos os ingredientes.
Corte a berinjela em fatias finas e salgue-as. Deixe-as com sal por 30 minutos.
Corte rodelas de tomate e reserve.
Rale 400 gramas de queijo mussarela Balkis no ralo grosso. Reserve.
Forre um refratário com um pouco de molho de tomate no fundo.
Reserve um galho de alecrim para decoração.
Escorra bem as berinjelas e frite-as junto com os ramos de alecrim e um fio de azeite dos dois lados em uma frigideira antiaderente.
Conforme frita as berinjelas, acomode-as no refratário da seguinte maneira: molho de tomate, berinjela, queijo mussarela Balkis, até terminar com as fatias de tomate, sal e azeite por cima deles, e por fim, queijo mussarela Balkis.
Leve ao forno para que a mussarela derreta.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Comida que não estraga: fuja!

Tem sido para mim uma festa diária. Abro meu email e encontro muitas receitas novas. É legal perceber a maneira de tratar os mesmos ingredientes e obter resultados diferentes que traduzem a imensidão do Brasil e a riqueza cultural deste pedaço do mundo.
Entre tantas receitas percebi que muita gente usa margarina nas preparações. Tomei a liberdade de comentar aqui, porque anos atrás fiz um curso que riscou definitivamente a margarina da minha vida e fiquei tão impressionada que conto esta história toda vez que tenho a oportunidade. Considerei uma educação para o meu próprio gosto...

Foi assim: janeiro, muito calor, dois dias de curso e, logo no início, combinamos de abrir um pote novo em folha de margarina e colocá-lo de baixo de uma árvore no jardim do lugar. Pois, ao final do curso, quase 48 horas depois fomos verificar o que tinha acontecido com a margarina. Adivinha...Nada! Não tinha acontecido nada! Apenas algumas folhinhas tinham caido por cima, mas ninguém quis saber dela. Nem uma formiguinha, nem uma mosca, nem um bolorzinho, nada. Acreditam? Nenhuma alteração.
Vou tentar explicar porque isso acontece de forma simples: a margarina nada mais é do que óleo vegetal hidrogenado. Isto quer dizer que a molécula do óleo é modificada pela ação da temperatura e pela adição de átomos de hidrogênio.

Parece que atualmente a hidrogenização da margarina é parcial, mas há controvérsias. De qualquer forma todo mundo sabe que gorduras saturadas não combinam com a boa saúde do coração, e a molécula da margarina é uma gordura saturada de hidrogênio. Não é bom abusar de gorduras. Mas, com equilíbrio, bons hábitos alimentares e bom senso, melhor é usar gordura boa!
Simplificadamente, para quem gosta de boa comida: gordura é sinônimo de sabor. Para agregar sabor prefira sempre uma boa gordura, de ótima qualidade, com estruturas básicas preservadas, capazes de interagir com os outros ingredientes. A Balkis tem excelentes gorduras como a nata Balkis, o creme de leite Balkis, por exemplo.

Em tempos de comida boa, justa e limpa para todos a margarina tende ao ostracismo...Tem uma turma de cozinheiros amigos que gosta de dizer que só gosta de comida que estraga! Como tudo na vida, o alimento também tem seu tempo. Se não estraga nunca, desconfie!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Pimentas



  Vou falar da aula que o chef Rodrigo Oliveira deu lá na Prazeres da Mesa porque foi muito legal. Foi sobre pimentas e ele contou várias coisas interessantes que eu não sabia. Primeiro apresentou uma bancada bem colorida só com diferentes tipos de pimentas. Eram as mais conhecidas mas, mesmo assim, nunca canso de achar linda a variedade...E pensar que tem muito mais!



Tem gente que não gosta de pimenta. Ok, mas como ressaltam sabores! E acentuam nuances! Pense bem, caso você seja uma dessas pessoas que não gostam de pimenta, se em algum momento da sua vida não se instalou pura e simplesmente um preconceito contra a pimenta que não teve nenhuma chance daí para frente... Caso se inclua nesta porcentagem, tente mais uma vez. Você vai enriquecer muito as possibilidades do leque de seu paladar.

Vou contar um segredo: é muito comum, quando me chamam para cozinhar por aí e apresento cardápio e converso com o contratante eu escutar: não gostamos de pimenta, odiamos coentro, etc. Como acredito que posso acrescentar o novo, procuro negociar com o argumento "pode deixar, pimenta na medida certa nunca é ruim, coentro é fundamental em algumas preparações e você vai gostar". Depois, invarialvelmente, escuto: "mas a sua pimenta eu gosto"! Fico feliz, pelo menos alguma pimenta teve vez. Tudo prá dizer: experimente!


O chef Rodrigo apresentou um molho que fez a partir da pimenta defumada na chama do fogão. Igual quando se defuma pimentão, igualzinho. Acenda uma boca do fogão, coloque a pimenta sob o fogo e vá virando até que ela fique totalmente defumada. Retire a casca e veja que sabor diferente. Você pode , então, fazer um molho apimentado com o que quiser: mel, tamarindo, maracujá, iogurte ou o que você imaginar e estiver com vontade de testar.

Sempre acreditei que a parte mais ardida da pimenta fossem as sementes, mas descobri que a membrana que envolve as sementes é que é a parte mais forte e que ao fazer uma conserva (pimenta, ervas e vinagre, por exemplo), o segredo é lotar o recipiente - que deve estar mega, ultra seco - até a boca, diminuindo o espaço entre as pimentas para que fique dentro dele o mínimo possível de ar. E o chef alertou! Se você quer ver a sua conserva estragar em dois tempos basta passá-la aberta, para que os amigos dêm aquela cheirada capturando o aroma: tão certo quanto dois mais dois, vai estragar! Ou seja, água, ar e muita gente manipulando a conserva não é recomendado.



O chef Rodrigo trouxe para degustação seu famoso dadinho de tapioca com um molho muito legal de laranja, tangerina, limão cravo e goma de tapioca. Disse que para obter a receita dos dadinhos, basta escrever para ele no email do restaurante Mocotó.



Também apresentou uma pimenta empanada e recheada com queijo. Não experimentei porque tinha gente demais, mas achei bem interessante. Com queijo coalho Balkis deve ficar bem bom. Vou experimentar e, se você testar a combinação pimentas e queijos Balkis, me escreve para contar como foi.