domingo, 2 de outubro de 2011

Os mineiros, de novo!

Os mineiros que me desculpem, mas o melhor pão de queijo que já comi na vida não foi em Minas. Foi bem aqui, pertinho da minha casa no bairro da Vila Madalena, em São Paulo.
Não é bairrismo, não, até porque o que confere tanta gostosura a este pão de queijo é o fato dele ser feito com um queijo da Serra da Canastra, Minas Gerais. Como, infelizmente eu nunca fui à Serra da Canastra, experimentei dele no bairro ao lado...E com certeza se eu ‘apear’ pros lados de lá,  maravilhas iguais ou melhores vão me surpreender diariamente (preciso ir logo nessa Serra!!)
O lugar é bem charmoso. Chama-se “Lá da Venda” e a  chef é a Heloisa Bacellar. Tem várias comidinhas que não provei. Mas o pão de queijo...é assim: sempre bem quente, o que é fundamental; crocante por fora e muito macio por dentro. E saborosíssimo.
Quem me levou lá pela primeira vez foi minha amiga ‘quase’ mineira dona do restaurante Kitanda, em Gonçalves, Minas Gerais. Que, aliás, está feliz da vida porque acabou de receber a estrela do Guia Quatro Rodas para o seu restaurante Kitanda.  A alegria dos meus amigos é a minha também! E a Tanea (já falei dela aqui), é uma das pessoas mais criativas que conheço. Se você for passear lá em Minas, não deixe de conhecer o restaurante Kitanda, agora estrelado! E me conta depois se não foi uma ótima experiência...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Invenção de última hora

Parece que o relógio do tempo deu uma enlouquecida. Pelo menos o  relógio do meu tempo tem andado muito depressa. Hoje foi aniversário da minha nora querida e eu queria convidá-la para jantar na minha casa. Mas, meu dia estava lotado de tanto trabalho...Entre uma coisa e outra corri até o bairro da Liberdade para comprar cogumelos e, só agora, depois de tudo terminado é que tenho a foto do que queria postar aqui. Às segundas feiras dou aula até nove da noite. No pouquíssimo tempo que tive adiantei o que pude, a Marcela ajudou e  saiu.
Fiz uma massa de quiche (tem receita lá no site), enchi de queijo mascarpone Balkis e, por cima, coloquei os cogumelos salteados no azeite com aspargos. Ficou bom. E a gente pode abrir uma garrafa de vinho e comemorar.Fui salva pelo queijo mascarpone Balkis. Não ia dar tempo de recheio nenhum. Servi cogumelos quentes e mascarpone levemente aquecido. Funcionou muito e todo mundo adorou. Na necessidade dá para  inventar coisas boas..
E agora vou dormir porque amanhã o tempo continua correndo atrás de mim...



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Que venha a primavera!

Consegui chegar na frente do computador nos ultimíssimos momentos da minha sexta-feira gorda (obesa de tanto trabalho!) . Mas foi bom...
De trabalho em trabalho, essas entradinhas ficaram simpáticas e são práticas: pasta de queijo gorgonzola com creme de leite Balkis, quibe de pinhão (tem receita lá no site), e saladinha florida para brindar a chegada da primavera.
A pasta de queijo é uma idéia para a preguiça do final de semana.

Se,  'no frigir dos ovos' você tiver um tempinho, divirta-se com a leitura desse texto "saboroso" que também poderia chamar "sopa de letras" e mostra do que a língua portuguesa é capaz.
Boa primavera e bom final de semana para todos.

Autor: Guaraci Neves
Pergunta:
Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, em figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão:“no frigir dos ovos”?
Resposta:
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida, seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.
Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote.
Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha; são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco…
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda..
Entenderam agora o que significa “no frigir dos ovos”?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Comidinha caseira

Da minha geladeira, hoje, saiu essa invenção chamada ‘quibe de tudo o que tiver na geladeira’. Pensei que ele ia ser de abóbora, mas quando fui fazer minha “mis en place”, vi que a quantidade da dita cuja era ridiculamente pouca. Tinha berinjela, couve flor, cenoura e dois pedacinhos de abóbora. Coloquei tudo no vapor com cravo e louro na água. Amassei junto com salsinha, sal, gengibre, trigo para quibe, castanha do pará e azeite.
Recheei com cogumelos porcini laminados e salteados no azeite e sal. E largas fatias de mussarela de búfala Balkis. Surpresa na mesa! Ficou gostoso. Fica a dica para você inventar com o que tiver na sua geladeira.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Restaurante Week


Vai até 18 de setembro o já consagrado evento “restaurante week”. É uma boa dica para o final de semana e para quem gosta de descobrir lugares diferentes para comer. Com preços fechados e diferentes, porém, no almoço e no jantar são vários os restaurantes participantes. Os critérios de escolha podem variar do preço médio ao tipo de comida e serviço. Nesta semana fui conhecer um restaurante bem pequenininho na Vila Madalena, o “Chez Fabrice”. A Milena comeu a clássica truta com amêndoas, eu e a Marcela, ravióli de ratatouille. Sobremesa clássica: bavaroise. Foi tudo bem gostoso. A Milena é minha filha mais velha e a gente raramente tem a oportunidade de almoçar juntas durante a semana. Por causa do evento, nesta semana, a gente almoçou duas. A outra foi no Filipa. Só que não era nada demais. Eu comi um penne a la vokca, ok. E a Milena um pad thai , talharine de arroz com cogumelos, ruim. A sobremesa era sorvete de coco com calda de gengibre (fraca) com pedaços de coco. Não valia nem a foto, que eu não fiz...
Alguns restaurante trabalham com reserva.Verifique antes no site do evento para não ser surpreendido. E bom final de semana prá todo mundo!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cozinheiros e artistas de circo: qualquer semelhança não é mera coincidência

Às vezes tenho vontade de contar tantas coisas prá vocês que não sei nem por onde começar... Sexta feira passada mostrei uma das produções do evento que ia fazer  no final de semana: bolinho de arroz com chutney de tomate e queijo coalho enrolado na folha de shisso, que ficou delicioso. Mas, na última hora o evento aumentou e não tinha folha de shisso suficiente.  Virou bolinho de arroz aberto, recheado com chutney de tomate e pesto de coentro com castanha de caju...Nem deu tempo de experimentar, mas fez sucesso. E o queijo coalho foi parar em outra preparação servido junto com naan (pãozinho delicioso)... Mutatis mutantes,  ficou tudo bom.
Eu sempre digo que cozinheiro é um pouco artista de circo: tá sempre na corda bamba e passa de equilibrista a malabarista de pratos em alguns poucos minutos...
Aí está o resultado e a receita do naan que é uma jóia! E que vai bem com todos os queijos, pastas, doces, salgados e também segura a onda completamente solitário. Uma delícia!

Naan

Ingredientes:
Leite morno – 200ml
Farinha de trigo – 400 grs
Manteiga clarificada – 3 colheres
Ovo - 1
Sal – 1 grama (1/2 colher de café rasa)
Açúcar – 10 gramas (1 colher de sopa bem rasa)
Fermento biológico – 20 gramas
Modo de Preparo
Dissolver o fermento no leite e acrescentar o açúcar com 100 gramas de farinha. Deixar descansar em local aquecido até desenvolver bolhas (mais ou menos 25 minutos).
Após esse tempo peneirar o restante dos secos e sovar para que a massa fique bem lisa. Deixar crescer coberto com um pano úmido e deixar em ambiente aquecido até dobrar de volume (mais ou menos uma hora).
Fazer pequenas bolinhas e abrir com o rolo. Assar em chapa bem quente. Quando levantar bolhas, virar e assar do outro lado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Índia made in Brazil

Neste final de semana estou envolvida em evento de literatura, música, dança e comida indianas. E a parte mais difícil, prá mim, é inventar. A culinária indiana no Brasil é fraca e os ingredientes são díficeis, para não dizer impossiveis. Vai daí, que eu tive uma idéia bizarra, mas que ficou ínteressante.

Pensei em fazer o evento apenas com diferentes pratos que envolvam arroz (o que mais os indianos comem!). Depois mudei de idéia. Mas olha só o que saiu: bolinho de arroz, enrolado e cozido no vapor na folha de shisso (totalmente japonesa), recheado com chutney de tomate e pedacinhos de queijo coalho. Ficou interessante. O shisso tem sabor de cominho, que é uma especiaria superutilizada na Índia; o chutney é deles mesmo; e o queijo coalho é a nossa contribuição.


Depois eu mostro, aqui, as outras comidinhas que vão fazer parte do evento. E, graças à Neide Rigo, vou poder utilizar umas folhinhas de curry de verdade em alguns pratos. Ela me contou onde tem um pé de curry em plena rua de São Paulo...