domingo, 27 de novembro de 2011

Aula na Casa Cor Trio


Gostei muito de ir dar aula na Casa Cor Trio na semana passada.  Como o tema era Itália, fiz três receitas usando os queijos italianos da Balkis: tomates recheados com abobrinha, berinjela e queijo Lunarella Balkis, farfale com limão, espinafre, amêndoas e queijo Burrata Balkis e tiramissú de maracujá com queijo Mascarpone Balkis.
Quando o objetivo é ensinar rapidamente, o interessante é apresentar as várias etapas de um único preparo desmembradas. Isso dá trabalho, mas mostra direitinho as técnicas para alguns ingredientes que, se bem entendidas no seus princípios, poderão ser aplicadas mundo das invenções afora.
Eu gostei, as pessoas gostaram e o queijo Burrata com seu sabor levemente azedo desmanchando por cima do macarrão com as amêndoas crocantes foi uma delícia. A Lunarella ficou escondida e o Mascarpone colorido de amarelo.
Encontrei com o chef Eudes Assis do restaurante Seu Sebastião, em Maresias, litoral norte do estado de São Paulo que me contou de seu projeto social 40 crianças em Camburi, também no litoral norte. Este é o espírito da gastronomia. Descobrir, desenvolver e espalhar conhecimento e alegria por aí.
As receitas da aula da Casa Cor Trio estão no site da Balkis. Se você ainda não sabe o que fazer no Natal pode aproveitar o domingo e começar a testar algumas delícias para a festa.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Balões no céu e comida na terra


Quando cheguei na Capadoccia, Turquia,  fiquei impressionada com a paisagem, claro, que é muito impressionante mesmo...Mas, uma coisa me chamou muito a atenção. Não vi nem um “corguinho”, como diria Guimarães Rosa. Um deserto. Nenhuma aguinha visível .
Mas, a comida era muito fresca. E na primeira saída do hotel, logo na rua, lá estavam elas: macieiras carregadas, parreiras espalhadas pelo chão com as mesmas uvas superdoces servidas no café da manhã, frutinhas vermelhas deliciosas, melões, repolhos imensos, tomates. Em todos os lugares. Vindas de um solo que parecia areia, seco e branco. Achei estranho e maravilhoso. Comi  maçãs pelo caminho, vários cachos de uva e frutas vermelhas.
Fiz bons amigos por lá. Que depois, me explicaram o mistério do frescor dos alimentos: a estranha formação geológica da região é resultado da longa erupção de três vulcões. Toda a lava que resultou disso é que é a Capadoccia atual. O que se vê como a parte mais alta daquelas formações malucas é a lava que esfriou e solidificou primeiro. A parte de baixo foi esfriando aos poucos e com a ação do vento e das chuvas ficou mais moldável. E o solo resultante das erupções vulcânicas é muito rico em nutrientes. E ali, nem precisa plantar, tudo dá...basta um pombo (que ele adoram), carregar as sementes prá cá e prá lá. E a água é muita, porém, toda subterrânea. E o mistério do frescor dos alimentos se revelou.

Mas, o que acontece diariamente ao amanhecer, na mesma Gôreme, quando mais de oitenta balões povoam o céu e o sol colore os vales, esse mistério continua oculto. Todo mundo volta a ser criança!  Ávidas de frutas quando colocam os pés no chão depois do vôo. E o mais incrível é que elas estão lá, disponíveis e doces. Sem falar na incrível culinária local: simples e deliciosa!


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Aula na Casa Cor Trio

Está acontecendo em São Paulo o evento Casa Cor Trio.  O início de um dos tripés deste sólido evento, começou há muitos anos atrás com uma feira que se chamava Boa Mesa e era organizada pelo Josimar Mello.
Agora a feira cresceu e mudou para o Joquey Club de São Paulo. E a Balkis está participando do Casa Cor Trio.
Vou dar uma aula lá no dia 22/11, terça feira. Em comemoração ao ano da Itália no Brasil o tema é, justamente, Itália. Como a Balkis está craque nesse assunto, vou apresentar receitas com queijos Mascarpone, Burrata e Lunarella.
A Balkis tem três convites para oferecer e resolveu brincar de criar receitas com eles: publique uma receita de até 400 caracteres no mural da Balkis no facebook  e concorra a um deles. A receita tem que ter qualquer queijo Balkis, ser verdadeira e executável por qualquer pessoa.
Vou escolher três delas. E poder conhecer seus autores que vão ganhar um par de ingressos para a aula de terça e para  conhecer Casa Cor Trio, que reune três mostras simultâneas: Casa  Office, Casa Boa Mesa e Casa Festa. Olhá lá!
Para participar, as receitas devem ser enviadas até às 12 horas de sábado, dia 19/11. Depois desse horário não vale mais...
Os ganhadores serão anunciados dia 21/11, segunda próxima até as 10 horas, no Facebook. Aproveite o final de semana e ocupe a sua cozinha: só não se esquece de ir anotando tudo que entrar na sua receita prá ela poder funcionar  depois, nas mãos de qualquer um...
Suerte! E te vejo lá!

domingo, 13 de novembro de 2011

Tâmara com mascarpone


Por detrás deste blog, há gente muito bacana, que tem bastante paciência comigo e minha ignorância internáutica...Pois foi para eles que fiz esta foto, quando estava passeando pelas ruas de Istambul e deparei com deliciosas tâmaras secas. Um dia contei para a Bruna e o Vitor sobre as tâmaras israelenses que havia encontrado no Mercado Municipal de São Paulo: caras, porém muito gostosas. A expressão de interrogação deles acordou em mim a consciência de que a intimidade com qualquer assunto pode nos tornar pretensamente esnobes...eles não sabiam o que era tâmara, assim como eu não consigo usar muitas das ferramentas deste blog, apesar de eles me ensinarem sempre, com muito humor e paciência...

Naturais de regiões desérticas, as tamareiras são palmeiras praticamente veneradas. Nunca comi uma fresca, mas tem a lenda de que  um beduíno resiste três dias, andando no deserto, com uma única tâmara: no primeiro dia, ele come a pele; no segundo, o fruto; e, no terceiro, o caroço”... O caroço deve ser difícil, mas a verdade é que ela é mesmo supercalórica  e de digestão lenta, por causa da complexidade dos açúcares que possui. E que a tornam deliciosa.
Lá, em Istambul, havia tâmaras iranianas, israelenses e egípcias. Eram deliciosas, enormes e baratas...
E, hoje, na minha feira de rua, aqui mesmo em São Paulo, comprei delas e comi com nozes, mel de uva e queijo mascarpone de sobremesa. Delícia!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Idlis, delícia indiana


Tive o imenso previlégio de subir nas altíssimas montanhas do Himalaia e poder ver um pouquinho como é a vida lá de cima, naquela atmosfera mágica, onde viver se torna essencialmente simples e ainda mais maravilhoso. A viagem de subida leva três dias. O caminho é tortuoso, a estrada uma aventura em manutenção permanente mas, depois da altura das montanhas, o que mais me impressionou foi o desfile do modo de vida das pessoas de lá: pimentas secando nos telhados, terraços de cultivo de arroz e verduras, crianças animadas na parada da compra de doces a caminho da escola, animais carregando mantimentos...

Em uma das paradas desses três dias, dei de cara com uma comida indiana que adoro: idlis. São bolinhos feitos de iogurte, arroz e lentilha fermentados, tipo um acarajé muito úmido e aerado. Cozidos no vapor em uma panela específica. Servidos com um molho chamado sambar, superapimentado e saboroso. E claro, com o tradicional chapati, pão assado no forno de tandoor que nada mais é do que um buraco quente.


Só em casa é que fiz a relação: o forno de tandoor é a mesma coisa que o buraco nas cavernas da Turquia onde vi como se cozinhava há sete mil anos atrás, só que fechado...

Não consegui encontrar a panela de idlis para trazer comigo mas vou improvisar e vai dar tudo certo. E minha experiência vai incluir o Sour Cream da Balkis no lugar do iogurte. Acho que  vai ficar ainda mais saboroso por causa do teor de gordura dele. Prometo mostrar o resultado. Por enquanto, aí estão as fotos do idli do sul que, para minha alegria, encontrei também no norte da Índia.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Comida muito antiga!



Foi um mês inteirinho viajando e vendo o que é que essa gente come por aí. Fui pelo oriente (norte da Índia), e oriente médio, (Turquia).
Tenho tanta coisa prá contar que vai ter que ser aos poucos e a partir do final da viagem que está mais próxima. Então, prá começar, preciso contar que em alguma caverna da região da Capadócia, na Turquia, está registrado a origem das primeiras cozinhas mais estruturadas que se tem notícia na história da humanidade, que eu conheço. Buracos no chão onde iam  potes de barro em cima do fogo, buracos maiores onde se cozinhava diretamente o alimento sobre a brasa no chão, grandes buracos em níveis diferentes onde se espremia a uva cujo suco caia diretamente no buraco ao lado pela canaleta esculpida na rocha, e lá fermentava até virar vinho. E buracos enormes onde se estocavam alimentos. E mesas e bancos esculpidos na pedra. Tudo dentro de cavernas onde o povo morava...Dá prá acreditar? Faz muito tempo que as cozinhas estão sendo pensadas...

Vi muitas dessas por lá. Umas mais simples, outras mais "sofisticadas", mas eram muitas...O mais chocante é que até os dias de hoje essas estruturas são utilizadas para armazenamento de alimentos. Como a temperatura nas cavernas é constante - 16 graus - é nelas , dentro das montanhas, que se estoca mantimentos por até seis meses. Acredite se quiser, mas fiz a foto do depósito de batatas para eu também poder acreditar no que estava vendo...


E comi a seguinte delicia: legumes, queijo e bulgur ( é trigo, mas parece arroz, porém muito mais saboroso), cozidos em cima do braseiro, dentro de um pote de barro fechado com massa de pão . Prá poder comer tem que quebrar o pote... e  depois do espetáculo, lá está sua maravilhosa comida! Qualquer semelhança com um longínquo passado não é mera coincidência...E , se fosse, seria uma deliciosa "coincidência"...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Bolo de abobrinha


Basta falar dessa receita para ver um monte de nariz torcer...Puro preconceito! Ela não é minha, não.  Ganhei  de uma amiga querida que me disse que ela provem da família , há tempos...
Nessa altura, não é mais 'puro sangue'. Já fiz várias modificações, introduzi alguns ingredientes, tirei outros, mas a base continua fiel a original.
E a base é abobrinha. Fica linda feita com farinha branca pois o verdinho da casca da abobrinha fica salpicada prá lá e prá cá na massa. É um charme. E a baunilha dá o toque mágico. A abobrinha hidrata pois tem muito líquido.
Como "bolo de abobrinha" causa aversões, desenvolvi uma técnica; não conto do que é o bolo antes da pessoa provar. E aí ao invés de nariz torto e negação no tom de "bolo de abobrinha???" eu escuto sempre uma surpresa positiva no mesmo 'bolo de abobrinha???'
Experimente. Não dói. E com queijo mascarpone Balkis gelado combina muito.
Bolo de Abobrinha:
Ingredientes
3 ovos
2 xícaras açúcar
1 xícara óleo
2 xicaras de abobrinha ralada
1 xicara de castanha do para picadas
3 xicaras farinha de trigo
1 colher sopa de fermento químico
1 colher de chá canela
1 colher de chá de cardamomo
3 colheres de chá de baunilha
Modo de Preparo 
Bata os ovos, o óleo, acúcar e abobrinha no liquidificador. 
Peneire a farinha. Junte a canela e o cardamomo.
Adicione a mistura da abobrinha, juntar as castanhas, a baunilha.
Prá aqueça o forno a 180 graus. Unte e enfarinhe uma assadeira média. 
Coloque o fermento ena massa, despeje na assadeira e asse por mais ou menos 40 minutos.
Cubra com ganash de chocolate e sirva com quenelles de queijo mascarpone Balkis