terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ping pong de comidinhas


Ufa! O furacão chamado natal/ano novo quase acabou prá mim. Foi tudo uma delícia, mas, invariavelmente, cansa...Hoje entreguei minhas últimas encomendas e agora, só mais uma aula na quinta feira e acabou! Ando precisada de um descanso de cozinha e fui jantar no Ping Pong, um restaurante chinês de dim sum, que é uma massa muito fina, cozida no vapor, mas que também podem ser frita ou assada, recheada de legume, carne, ou frutos do mar. É lindo ver os potinhos de bambu empilhados uns sobre os outros recebendo aquele monte de fumaça. Diz a lenda que é uma tradição muito antiga na China (mas o que não é antigo na China???), e o significado da palavra em cantonês é ‘tocar o coração’. Feitos artesanalmente, os dim sum são adoráveis. O melhor é um bolinho de arroz enrolado na folha de lótus: o princípio de que a folha transfere o sabor dela ao alimento neutro dá muito samba nessa combinação.
Se você fechou a cozinha para balanço, limpeza e sossego das assadeiras, fouets e o seu próprio, essa comidinha é mesmo um afago no coração.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!




Sempre fico com  a impressão que, nesta época do ano, são 20 dias de muita comilança. As pessoas precisam se encontrar antes do natal e do final do ano, confraternizam antes das férias e todos os motivos do mundo aparecem em 20 dias. É interessante...
Os encontros podem ser para o café da manhã, o almoço, ou, o mais esticado jantar com a luz do sol. Tudo gira em torno do alimento. E, quem cozinha por hobby, profissionalmente ou eventualmente não escapa: acaba no fogão antes da festa.
E agora, depois de muitos encontros e comilanças chegou o natal, o maior deles. O pessoal da Balkis trabalhou o ano todo para trazer bons ingredientes e participar desses momentos que estão no dia a dia, mas agora, se apresentam com a roupa dessa festa.
Eu estive aqui todas as semanas do ano contando, palpitando, pesquisando e discutindo sobre o fazer culinário. Quero dizer que desejo a todos um natal onde o ingrediente mais importante seja a alegria e o bem querer. E claro, que a beleza e o sabor vistam a mesa. Taí o pudim de tapioca com calda de amora como sugestão de sobremesa para que a Balkis possa alegrar a festa, também no natal.
Pudim de tapioca com calda de amora:
Ingredientes
75 gramas de tapioca granulada
380   gramas de creme de leite Balkis
200 ml de leite de coco
1 colher de chá de cardamomo em pó
1/4 de fava de baunilha fresca
raspas de 1/2 limão siciliano
1 colher de café de raspas de limão siciliano
1 lata de leite condensado
2 ovos
2 gemas
175 gramas de amora
1 xícara de café de água
200 gramas de açúcar
Modo de Preparo
Hidrate a farinha de tapioca no creme de leite Balkis por 3 horas.
Passado este tempo, misture bem o leite condensado e o ovo, o cardamomo as raspas do limão siciliano e a baunilha. Reserve.
Na própria forma, caramele o açúcar e coloque as amoras e a água depois da caramelização. Espalhe a calda pela forma e despeje a nela os outros ingredientes.
Asse em banho maria no forno a 160 graus por aproximadamente 40 minutos ou até que fique firme.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Alternativa criativa na ceia de Natal


salada de cuscus marroquino
Na véspera de Natal, com um bocado de trabalhos para entregar e, de repente, caiu um carrinho de supermercado no meu pé. Tive que parar tudo e colocar o pé prá cima porque doeu...Agora já está tudo bem, mas consegui concluir os testes para a ceia de natal e parar depois disso. Pensei em propor algo bem diferente do peru, tender, farofas, arroz com amêndoas e afins. E ficou uma delícia! Usei muito queijo Balkis. Só não deu para fazer a sobremesa, que pretendo concluir hoje que já estou dando conta de ficar em pé! E claro, assim que ficar pronto também coloco aqui.

files de cajú
Então, ficou assim: salada de cuscus marroquino com legumes e queijo coalho Balkis, arroz selvagem com aspargos brancos e queijo burrata Balkis, filés de caju com molho arómatico equeijo da serra Balkis, purê rústico de cenoura com gengibre, erva doce e queijo mascarpone Balkis.
O filé de cajú foi o mais interessante. Me inspirei em uma receita de peixe grega: substituí o peixe pelo caju desidratado e o sabor ficou incrível. O queijo da serra Balkis foi para o forno junto com tudo e ficou sensacional.

arroz selvagem
Se você está cansado da mesmice natalina pode confiar: vai fazer sucesso.
Faltou a sobremesa que logo mais vou testar e dividir com vocês. As receitas estão lá no site. E vamos cozinhar, que os convidados estão quase chegando...

purê rústico de cenoura

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Festas

                                             
Neste final de semana fui para Brotas, interior do estado de São Paulo, para a festa de aniversário de uma grande amiga. Ficamos na pousada da filha dela, antiga fazenda de café com horta, curral, pomar e fogão a como não podia deixar de ser, fogão a lenha.
Viajar pelo interior de São Paulo assusta um pouco: são quilômetros da monocultura da cana de açúcar. Dá o que pensar imaginar a quantidade de culturas que deixaram de ser cultivadas...
A cultura popular brasileira tem muitos elementos que foram totalmente incorporados, adaptados ou simplesmente serviram de inspiração à gastronomia nacional. E sem dúvida, o rei do cozimento lento é o fogão a lenha. Os alimentos passam por transformações ao serem submetidos ao calor. Tempo e armazenamento de calor provocam modificações específicas, dependendo do alimento.

Mas, o que mais me chamou a atenção não foi o aspecto técnico, mas o humano do fogão a lenha. Até porque ele não foi usado como fogão mas como apoio e rechaud para servir. Reuniu as pessoas em volta dele para troca de receitas, impressões sobre alimentos e contação de "causos".
Daqui há alguns dias todos nós estaremos sentados com nossas famílias e amigos para algumas refeições. E como "nem só de pão vive o homem" o poder gregário do fogão a lenha ajuda a alimentar nosso outro lado fundamental, assim como o por do sol do qual me empanturrei!
Como aqui, "em que se plantando tudo dá",  a cana de açúcar move carros e estômagos. E as iguarias que  recebemos diariamente vão vestir roupa de festa para se reinventar, como o tempo. E por falar em reinvenção, lá na fazenda, em cima do fogão a lenha, tinha uma das tortas de queijo mais gostosas dos últimos tempos!
Mãos à obra! Inventar e reinventar delícias para partilhar com o chantilly da vida: amigos e famílias! E para o chantilly literal,  creme de leite Balkis!


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Lentilha Negra

 
Desde que cheguei de férias tenho cozinhado bastante. Mas, no sábado passado, me empolguei com  coragem da Cris que me encomendou um jantar com cardápio indiano. Perguntei se ela conhecia seus convidados e respectivas preferências e a resposta foi que eram todos desconhecidos. Ela não conhecia nenhum deles! Avisei sobre o perigo de servir algo tão especificamente apimentado e ela resolveu correr o risco.
Fiquei um pouco insegura mas,  topei. E graças a ajuda de muita gente boa, foi ótimo. O mais legal é que os convidados se abriram para a experiência nova e gostaram.
O maior sucesso do jantar foi uma lentilha negra indiana que eu não conhecia até minha última viagem para lá. De grão muito duro, ela precisa de horas de cozimento. Fiz como experimentei  em Haridwar: lentilhas negras cozidas  lentamente no leite. Com muitas especiarias e pimentas. Acontece que o leite em cozimento lento carameliza os açúcares que contem. Junto com os condimentos e a pimenta é a conta certa. Ficou
incrível  e foi o prato mais apreciado. Agora, tenho que voltar prá Índia para trazer mais lentilha negra...
E só tenho fotos graças a minha xará que sempre dá um jeitinho de fotografar as comidas quando me dá o prazer de vir trabalhar comigo. No meio da correria do empratamento ela puxa o celular e clica. Aí está: lentilha negra cozida lentamente no leite. Vivendo e aprendendo. Pena que ainda não inventaram foto com cheiro. 


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Final de tarde no Ceasa

                                                             
                                         

Se você é como eu, do tipo que quando viaja adora passear pelos mercados e feiras para observar ingredientes e ver como as pesoas comem, vivem e comercializam seus produtos, preste atenção: em São Paulo, todas as quartas feiras no estacionamento do Ceagesp, a partir das 16 horas acontece uma feira deliciosa, ao ar livre.
Além de verduras, legumes, frutas e peixes muito frescos, tem lá queijos, cogumelos, pães, palmitos pupunha frescos, flores e uma verdadeira praça de alimentação a céu aberto: pastel, churrasco, comida japonesa, o cantinho português, coco verde, caldo de cana, milho e pamonha.
Quando chega essa época do ano eu adoro ir até lá nos finais de tarde. O cheiro das frutas, o por do sol na varzéa do rio e as pessoas sentadas em volta das barracas de comida transforma São Paulo, por alguns instantes, em uma cidade viva, quente e gostosa.
Hoje chamei os amigos para virem comer pastel com água de coco e desfrutar o bom da vida. Eles não foram, mas eu sim! Voltei com lichias, atemóias e a sensação de que a minha cidade também favorece a convivência. E que festival de cores e aromas!
Experimente. É um programa super agradável que vale muito a pena.


domingo, 27 de novembro de 2011

Aula na Casa Cor Trio


Gostei muito de ir dar aula na Casa Cor Trio na semana passada.  Como o tema era Itália, fiz três receitas usando os queijos italianos da Balkis: tomates recheados com abobrinha, berinjela e queijo Lunarella Balkis, farfale com limão, espinafre, amêndoas e queijo Burrata Balkis e tiramissú de maracujá com queijo Mascarpone Balkis.
Quando o objetivo é ensinar rapidamente, o interessante é apresentar as várias etapas de um único preparo desmembradas. Isso dá trabalho, mas mostra direitinho as técnicas para alguns ingredientes que, se bem entendidas no seus princípios, poderão ser aplicadas mundo das invenções afora.
Eu gostei, as pessoas gostaram e o queijo Burrata com seu sabor levemente azedo desmanchando por cima do macarrão com as amêndoas crocantes foi uma delícia. A Lunarella ficou escondida e o Mascarpone colorido de amarelo.
Encontrei com o chef Eudes Assis do restaurante Seu Sebastião, em Maresias, litoral norte do estado de São Paulo que me contou de seu projeto social 40 crianças em Camburi, também no litoral norte. Este é o espírito da gastronomia. Descobrir, desenvolver e espalhar conhecimento e alegria por aí.
As receitas da aula da Casa Cor Trio estão no site da Balkis. Se você ainda não sabe o que fazer no Natal pode aproveitar o domingo e começar a testar algumas delícias para a festa.