quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quadradinhos de queijo coalho Balkis do Pedro


Recebi por email esta receita e as fotos da criação do Pedro. Sucesso certo, já que também veio a foto da reprodução da receita feita pela mãe do Pedro. Bons ingredientes e boas idéias...Obrigada por enviar.

"Esta receita foi desenvolvida pelo meu filho, Pedro. No último fim de semana eu fiz para meus amigos, que adoraram. Então resolvi compartilhar. É muito simples e saboroso.Veja só: quadradinho de queijo coalho com alecrim, 3 espetinhos de queijo coalho Balkis, alecrim a gosto, pimenta do reino a gosto (opcional) e azeite de oliva para fritar.

Retirar o palito do queijo, cortar na metade e depois fazer quadradinhos de 2 cms, aproximadamente.

Colocar azeite e aquecer em uma frigideira, colocar o queijo até dourar e virar. Acrescentar o alecrim e a pimenta. Desligar o fogo e servir.

sábado, 16 de outubro de 2010

Pão com queijo: versão muffin de queijo coalho Balkis


Em 16 de outubro de 1945 foi criada a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Por isso hoje, 16 de outobro, comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. Significa que, em pleno século XXI, a fome no mundo ainda é uma realidade e uma grande organização internacional despende milhões de dólares para cuidar do assunto.

De 26 a 29 de outubro, a revista Prazeres da Mesa e o Senac São Paulo realizam o que é o maior encontro de enogastronomia das Américas. Chefs nacionais e internacionais, um público bem grande e várias empresas participam. O evento significa uma grande possibilidade para troca de conhecimentos, pesquisas e discussões de tendências.

O que tem a ver uma coisa com a outra? Tudo. No Ano Internacional da Biodiversidade, o encontro vai discutir o papel da gastronomia e sua sustentabilidade: “Sustentabilidade – o que a gastronomia pode fazer pelo planeta?” é o tema deste ano.

Tem gente que pensa que gastronomia é só futilidade. Um assunto tão abrangente como gastronomia pressupõe respostas abrangentes, que incluem processos gigantes. Quando você se senta diante de um prato para se alimentar, uma longa cadeia de elementos fundamentais está por detrás dele: a energia do sol, a qualidade da água e do solo que nutre animais e vegetais que futuramente se transformarão em alimento, muita gente plantando e colhendo, alimentando e cuidando da saude dos animais, transportando, armazenando, distribuindo...É um sem fim de atividades que se traduzem em uma única refeição.

A vida não é possível sem alimento. A gastronomia condensa toda esta enorme cadeia criativa. Transforma esse esforço todo em beleza, sabor, aroma, equilíbrio e alegria para tocar a vida prá frente e fecha uma cadeia gigante quando apresenta uma preparação. Quem sabe vai chegar o dia em que tanto esforço conjunto resulte no Dia Mundial da Alimentação, com alimento para todos. E o alimento vai ser bonito, gostoso e prazeroso.

Aqui vai a receita com dois dos alimentos mais antigos de que se tem conhecimento: pão com queijo! Transformados em muffins pela inveção de chefs mundo afora!



Muffin de queijo coalho Balkis

Ingredientes
190 grs de farinha de trigo (7 colheres de sopa cheias)
5 grs de fermento (1 colher de chá cheia)
120 grsm de queijo coalho ralado no ralo grosso

130 ml de creme de leite Balkis
1 ovo
65 grs de manteiga derretida (2 colheres de sopa)

Modo de Preparo
Misture todos os ingredientes secos.
Em outro recipiente misture todos os ingredientes molhados
Unte e enfarinhe 8 forminhas para muffin
Preaqueça o forno a 160 graus
Encha 3/4 das formas com a massa
Leve para assar por aproximadamente 30 minutos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Berinjela, aubergine!


Lembra do ano da França no Brasil? Na área da gastronomia, muita coisa legal aconteceu. Participei de um debate promovido pelo Senac de São Paulo com chefs franceses de primeira linha: Yves Camdeborgue e Christian Constant. São dois chefs de alto nível técnico, mas encantadores na simplicidade, característica usual de quem realmente entende do que faz. Yves Camdeborgue foi o responsável pela onda (já nem tão nova assim) da bistronomia. Significa comida de alta gastronomia servida em bistrôs a preços bastante acessíveis.
Christian Constant é o responsável pela chamada "saga Constant",porque seu restaurante em Paris no estilo bistronomia faz tanto sucesso que atualmente, na mesma rua, existem outros dois no mesmo estilo. Vale lembrar que Christian Constant pilotou o restaurante Les Ambassadeurs em Paris durante oito anos, nos quais obteve duas estrelas no guia Michelin.
Très chic e etc, mas o que eu queria mesmo dizer, é que na mesma ocasião teve um workshop com os dois cujo objetivo era ensinar preparações simples para o dia a dia. Simples e deliciosas. Fiz as minhas adaptações, mas a técnica é exatamente como eles ensinaram.
E "vive la France!".
Ingredientes:
3 berinjelas pequenas
6 tomates sem peles e sem sementes
meio talo de alho porró
1 cebola
manjericão
salsinha
azeite de oliva extra virgem
sal
pimenta do reino
pasta de cottage Balkis
Modo de preparo:
Corte as berinjelas ao meio e faça um talho em cruz na polpa sem deixar que a faca chegue na casca. Em seguida passe bastante azeite nelas, salgue e coloque um pouco de pimenta do reino. Coloque-as em uma assadeira antiaderente com a polpa para baixo. Corte meio talo de alho porró e coloque por cima das berinjelas. Cubra com papel alumínio e leve ao forno a 200 graus por vinte minutos.
Enquanto isso, retire peles e sementes dos tomates. Pique-os em cubinhos.
Depois de cozida, retire a polpa da berinjela com uma colher e reserve as cascas.
Refoque a cebola em bastante azeite e junte os tomates, a berinjela, sal e as folhas de manjericão. Volte este conteúdo para dentro das cascas e leve rapidamente ao forno para aquecer. Cubra com pasta de cottage Balkis e enfeite com folhas de manjericão.

domingo, 10 de outubro de 2010

Simples e rápido!


Simples e rápido. Conta a história que foi assim que o lorde inglês suscitou a invenção daquilo que até hoje leva seu nome: Sandwich. Estava jogando cartas e pediu que alguém lhe fizesse uma refeição simples e rápida. O cara mesmo, aquele que pegou um pedaço de pão e colocou uma fatia de mortadela dentro, este, ninguém sabe o nome...Mas o mundo todo ama este ilustre desconhecido!
Tudo para contar que bateu uma preguiça de cozinha. Cozinheiro tem preguiça de cozinha, as vezes. Dura pouco, mas, acontece. Segunda a noite, feriado prolongado depois de uma semana de muito trabalho e nenhum tempo para o abastecimento da minha própria geladeira. Que será que ela ainda tinha prá mim?
Encontrei alface, tomate cereja, mostarda de dijon e queijo minas e o restinho de um creme cottage Balkis. No armário, pão ciabatta, azeite de oliva, mel, flor de sal e limão. No meu quintal, folhas de manjericão e azedinha. Fiz um molho com mel, mostarda, azeite e limão assim:
1 colher de café rasa de mostarda de dijon

1 colher de sobremesa de azeite extra virgem

1 colher de chá de mel

sal a gosto

Abri e esquentei no forno elétrico o mini ciabatta. Montei o sanduíche assim:

1 fatia de queijo minas Balkis

1 folha de alface

1 colher de chá de creme cottage Balkis

3 folhas de azedinha

2 tomates cereja cortados ao meio

folhas de manjericão

molho por cima de tudo.

Uma taça de vinho e pronto! Viva o desconhecido que inventou o princípio do sanduíche prá gente poder inventar quanto quiser com o que tiver! E bom feriado prá todo mundo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Comida dos Deuses

Algumas pessoas me pediram para postar aqui a receita de um prato indiano chamado palak paneer. Palak é o nome de uma verdura que se parece bastante com espinafre, mas é outra coisa. E paneer é um queijo, feito inclusive nas ruas, em panelões muito fundos. Parece uma ricota, só que agregada, ou um queijo fresco muito macio.
A Índia é um capítulo a parte. Como no Brasil, a cozinha é supervariada e repleta de regionalismos. A sociedade indiana tem um forte vetor no que se refere à espiritualidade, então, quase tudo passa por aí. Não é diferente com a comida: ao contrário, ela é parte importante desta visão de mundo, e os templos estão cheios de oferendas com frutas e doces.
Assisti a uma comemoração chamada Pongal, que é a festa da colheita. Nela, vi uma estátua gigantesta toda ornamentada com guirlandas de comida: doces, salgados, frituras, frutas, uma beleza de ver.


Uma sociedade que enxerga o sagrado em tudo, inclui cada refeição e cada oferenda nisso. Dos restaurantes muito caros às ruas repletas de gente, tudo passa pela espiritualidade. A sofisticação dos muitos sabores indianos se reflete em cada preparação e em cada oferenda. Depois de casamentos a beira do rio ganges, ruas de norte a sul repletas de cozinheiros, restaurantes onde só entra homem na cozinha, mercados por todas as partes, eu concluí que a Índia é o lugar dos sonhos dos fotógrafos e cineastas. É o país da foto pronta, porque a vida pulsa forte por lá em um ritmo incessante e acelerado.


O palak panner é servido com chapatti ou com frango ao curry. Para chegar mais perto do sabor do palak, misturei um maço de espinafre cozido sem água com cinco folhas de acelga cozidas em água. Processei os dois. Temperei com dois tomates sem peles e sem sementes em cubos pequenos, uma colher de chá de coentro moído, meia de cominho em grão, muita pimenta fresca, uma colher de chá de cúrcuma, uma de curry, gengibre ralado, sal e guee (manteiga clarificada). Depois que as especiarias liberaram o aroma, juntei as folhas processadas e queijo fresco Balkis cortado em cubos pequenos. O aroma ganhou da foto e o palak panner acabou, sem dar tempo de fotografar. Quem fizer, manda a foto por favor!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Hábitos e cozinha



Em uma discussão com amigos cozinheiros sobre temperos e ingredientes chegamos a conclusão óbvia: cada região do mundo constrói o paladar de acordo com sua geografia e o que aquele lugar oferece. O óbvio ficou interessante quando começamos a tecer idéias e verificamos que ingredientes iguais, em diferentes locais do mundo, são utilzados de maneiras muito diferentes.
Exemplo clássico: alho. Ninguém mais que nós, brasileiros, para usar tão indiscriminadamente e mal o alho. Super aromático e de sabor preponderante, o alho está praticamente em todas as panelas do fogão do brasileiro. No arroz, no feijão, nas carnes, peixes e aves, nas verduras, nos legumes e nos molhos!!! Tudo!
No começo no ano estive na Turquia e foi interessante sentir o aroma dos assados, espetos de carnes e peixes pelas ruas de Istambul: cheira erva e páprica. Muita hortelã. A hortelã é para os turcos o mesmo que o alho é para os brasileiros: está em todas! A cidade é linda, o mercado de temperos uma loucura! As pessoas pescam no mar em todas as pontes da cidade durante o dia e saem com seus peixinhos embaixo dos braços. E hortelã. Seca ou fresca. Na sopa, no peixe, na carne vermelha, em tudo! E nada de alho. Olha que eu rodei aqueles mercados. Vi muita coisa em abudância, mas alho, muito pouco. Achava que a comida turca ia ter quilos de alho e não foi isso que encontrei, não.
Ou seja, tudo depende. Hábitos, as vezes, nos emburrecem. Acho saudável experimentar fazer diferente. Foi da matriz desse pensamento que fiz estas quenelles com purê de cará. Ficou lindo e gostoso. Cará cozido em água com salsão, alho porró, cravo, tomilho e louro. Amassado quente e temperado com nata Balkis, creme de leite Balkis, sal e um pouco do líquido do cozimento. Brasileiríssimo, mas sem alho...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Produção independente


Recebi no celular as fotos desta entrada preparada pela minha aluna Juscélia junto com o seguinte texto "olha só a sua aluna"! Quem gosta de ensinar sabe bem o prazer que é ver as pessoas alçando os próprios vôos. Na cozinha não é diferente.

Acredito que cada um descobre seu potencial criativo sozinho. O meu trabalho é referenciar, apresentar possibilidades de ingredientes, dividir o que sei e acreditar que vai dar certo. Todo mundo tem as próprias experiências com a comida e o paladar. Quando alguém se propõe a aprender, junta tudo e constrói segurança suficiente para começar a pensar sozinho e inventar suas próprias produções.

A entrada da Ju é com massa de pastel de feira assado, mais o patê com cani defumado e creme de ricota Balkis, - que ela inventou -, radicchio e morango. A invenção foi boa, a apresentação ficou ótima e a idéia também. A massa de pastel de feira, a Ju colocou no fundo de forminhas de petit gateau e fez as cestinhas. Aí está a idéia dela recheada com o orgulho da professora, que já começou a aprender com a aluna.