sábado, 5 de fevereiro de 2011

Giulia rides again!

Lembra da Giulia, que apareceu por aqui fazendo pizza com o pai dela para o concurso "receita premiada"? Então, eu recebi, por email a seguinte mensagem do Alexandre Caliman, pai da Giulia:

"A Giulia ficou muito feliz por ter ganhado e, mais ainda por ter as fotos e a nossa receita publicadas no seu blog.
E sabe que o que você disse realmente aconteceu? Ela, no sábado, recebeu uma amiga lá em casa, a Ana Luísa, e... sem a gente dizer nada, incluiu nas brincadeiras do dia, a feitura de um bolo. Pegou a receita com a avô, e colocou a mão na massa. Quando ela me chamou pra ajudar, no meio da tarde, fiquei realmente emocionado. Elas fizeram o bolo de chocolate e... ficou bom, de verdade... Achei que você também ficaria feliz com essa nova história, que parece boba, mas pra quem dá valor pra culinária, gastronomia e família, essas coisas... é muito legal.
Bom.. tirei algumas fotos e fotografei também a receita que ela escreveu de próprio punho. (envio tudo anexado) Se quiser publicar, ficaremos felizes...".

Olha Alexandre, seu email me deixou superfeliz (parece estranho, mas é assim mesmo que se escreve, agora...). E o que parece uma "história boba", na verdade é uma história bem importante. O quanto de disposição cada um tem para dar condições estruturais para que as crianças possam ser curiosas, desenvolver habilidades e talentos cognitivos e afetivos, aprender a reconhecer seus talentos e preferências para depois, adultos, trazer vivo dentro de si a capacidade de fazer o que escolherem com prazer, inteligência e alegria. Vou dizer, Alexandre, se todos os pais fossem parecidos com você...

Clique para ampliar.
E você Giulia, vou te dar uma dica: no seu próximo bolo de chocolate tente fazer uma cobertura chamada ganache, que é uma delícia e bem fácil. Anota a receita e o modo de fazer:

200 gramas de creme de leite Balkis
250 gramas de chocolate meio amergo bem picadinho
50 gramas de manteiga

Corte o chocolate em pedacinhos bem pequenos. Coloque o creme de leite em uma panela e deixe ele ferver. Desligue o fogo e aproveite o calorzinho do creme de leite para derreter o chocolate. A manteiga tem que estar em temperatura ambiente (sabe quando ela fica com a consistência de pasta de dente? Então, isso é que é temperatura ambiente para a manteiga. Em outras receitas você pode achar alguém pedindo manteiga pomada. É a mesma coisa, pasta de dente tem a mesma consistência de pomada, não é?).

Então, você vai ter que esperar a mistura de creme de leite e chocolate esfriar para colocar a manteiga em pomada para dar brilho na sua ganache. Mas olha lá, hein Giulia, tenha paciência, tem que esperar mesmo, tá? E aí você cobre o bolo e as laterais dele com essa gostosura e me conta depois se gostou.

Quem se anima? Que tal convidar a criançada para cozinhar no final de semana? Você pode fazer a receita da Giulia, ou outra qualquer, e se -além dos bons momentos que isso pode propiciar- chegar em algum resultado legal, me conte também!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Prosaico com alegria


Vou contar um segredo das dores do cozinheiro profissional, pelo menos no meu caso: quando as pessoas descobrem que você é cozinheiro, ninguém quer saber de cozinhar prá você. Na roda de amigos, você é sempre a pessoa que sabe tudo sobre cozinha...como se fosse possível alguém saber tudo sobre qualquer que seja o assunto! E o pior é a crença de que o prato gostoso é aquele que precisa de salamaleques, invenções estrambólicas e combinação de ingredientes esdrúxulos.

O melhor de cozinhar é ver os outros comerem. E, às vezes, é muito bom receber uma comida feita de um lugar descomplicado. Por isso, amigos íntimos, cozinhem prá mim, que eu vou adorar! Comida despretensiosa e amorosa, sem medo de ser feliz. Tenho uma amiga da escola, Yolanda, que, de vez em quando, no meio de altas produções gastronômicas, dizia estar louca prá ir visitar a mãe na Bahia e "comer um caldinho sem técnica!".

Não estou, nem de longe, fazendo apologia de comida ruim, mas do fluxo amoroso que a comida permite. Ela é que é a verdadeira varinha de condão da mágica do sabor. Fiquei pensando nisso enquanto cozinhava uma prosaica torta de queijo com massa mole de liquidificador, receita desprezada. Como já disse, bons ingredientes e abertura não preconceituosa colocam uma boa mesa! Ficou tão gostoso e tão bonito! O queijo era minas padrão Balkis, e o orégano era fresco. Pronto, foi o que bastou!

Na semana passada, durante a preparação de um evento para crianças, vi, de repente, a cozinha cheia de gente querida (algumas que não via há muito tempo - Adriana que me trouxe um pano de prato lindo de presente que postei na foto abaixo - outras que vejo mais assiduamente - Marcelo e Rose), que na maior alegria do mundo entraram na farra de enrolar brigadeiro e contar histórias. No meio de tanta trabalheira, o clima já era de festa, e, quando chegou a hora da festa propriamente dita, toda essa alegria estava incorporada nos prosaicos brigadeiros! Que ficaram ótimos, feitos com creme de leite Balkis e chocolates maravilhosos, claro!



O que eu quero dizer é que comida tem que ter alegria. E para ser feliz tem que descomplicar. O grande mestre Ferran Adriá diz que a gente tem que permanecer com a curiosidade e alegria infantis para cozinhar bem! Na verdade a apologia é da alegria! Com bons ingredientes, é claro.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Festa de criança


Na semana passada fiz uma festa de criança que ficou muito legal. Começava na hora do almoço e eu me coloquei a missão, quase impossível, de alimentar crianças e adultos com alguma coisa que tivesse o caráter de festa e não fosse uma montanha de frituras e bobagens! Que fosse lúdico e ao mesmo tempo saudável.

Dei muitas voltas e acabei por me decidir por uma mesa de doces para criança nenhuma colocar defeito e, assim, eu as conquistaria para as minhas propostas salgadas! Tinha brigadeiro de floresta negra, de amaretto, tradicional, de banana com chocolate, de castanha de baru, beijinho, maçã do amor, algodão doce, cupcakes de geléia vermelha, amêndoas doces enroladas nos lindos papéis de mesa, gelatinas de três cores nos copinhos e nem lembro direito o que mais. Ficou lindo. O bolo, foi o chef Marcelo quem fez. Era pão de ló de chocolate rechado com mistura de creme patissier (clássico creme amarelo de leite com ovos e baunilha em fava) e creme fouetté (coloquei lá no site da Balkis uma sobremesa de chantilly de iogurte com calda vermelha onde ensino a fazer o creme fouetté). O bolo tinha cobertura de ganache de chocolate meio amargo e splits da Callebaut, (são quadradinhos de chocolate meio amargo), que arrermataram as laterais. O Marcelo não ficou no evento porque estava alimentando os clientes do café onde trabalha lá na Vila Madalena. Mas eu levei um pedaço do bolo para ele provar, porque ficou um arraso.

Bem, crianças conquistadas com a mesa de doces piscando para elas e pronto! Ficaram super receptivas aos salgados que foram servidos: biscoito de polvilho no saquinho, mini esfiha de ricota Balkis com cogumelos paris frescos e escarola, mini esfiha de carne com iogurte, mini hambúrguer de soja com receita da Helena Rizzo feito com alho porró e arroz integral, bolinhas de queijo enroladas e assadas na massa filo, mini muffin salgado, espetinhos de queijo coalho Balkis passados no azeite, mini penne com molho de tomate fresco e manjericão servidos em cumbuquinhas individuais e mais alguma coisa que, com certeza, já esqueci!

Uma vez, em um workshop de final de semana ensinei moqueca de caju. Entre os participantes estavam duas crianças que acompanhavam suas mães. E o espanto dos adultos foi geral quando elas cozinharam, experimentaram e ainda por cima, gostaram!

Na festa da semana passada nenhuma criança quis saber especificamente do que era esfiha que elas gostaram tanto! Anunciou-se que era de queijo e essa informação foi suficiente! No meio da brincadeira era apenas um sabor gostoso que combinava com aquela alegria toda! E nesse espírito, comeram de tudo.

E eu, adorei. Por isso, não venha me dizer que criança só gosta de bobagem porque não é verdade. Comida bem feita e bem apresentada também tem aprovação dos pequenos, e como dizia minha avó, "é de novo que se torce o pepino"! Senti um calor bom no coração e me senti uma super heroína, capaz de vencer mais um megahipersuperdesafio da missão impossível: fiz uma festa de criança sem nenhuma fritura! E elas gostaram!

O Gérson e a Márcia que trabalharam comigo com a eficiência de sempre fizeram as fotos, mas ainda não me mandaram. Quando chegarem, eu mostro prá vocês.

Receitas do Gerson, da Marisa e do Paulo

Não gosto de carregar pendências, mas não vou mais esperar. O Paulo, o Gerson e a Marisa que foram premiados no concurso Balkis não me enviaram as fotos de suas receitas. É uma pena, porque fica pobre publicar uma receita premiada sem mostrar onde o leitor deverá chegar se resolver se aventurar em produzir qualquer uma delas.

O Gerson mandou uma receita de macarrão caseiro, a Marisa um rocambole com massa de pastel de pizza e o Paulo uma polpeta de berinjela.

A massa do Gerson é um sorrentino que, para quem não sabe, tem o formato de uma empadinha ao contrário (aí é que a foto faz muita falta!). Ele recheou com mussarela de búfala Balkis.

O rocambole da Marisa também tem recheio de mussarela de búfala Balkis e a polpeta do Paulo utiliza pingo de leite Balkis.

Fiquei tão chateada que não achei graça nenhuma em comentar as receitas e todos nós perdemos. Pensei que apesar deles não terem enviado as fotos logo o fariam quando recebessem os Kits Balkis em suas casas. Deixei as receitas deles para o final na esperança que me enviassem as fotos... Chegou o final, mas não as fotos.

O Gerson levou o premio por apresentar uma receita de massa fresca. Todo mundo que gosta de cozinhar ia adorar um dia fazer seu próprio macarrão, se já não o faz!

A Marisa trouxe uma receita muito fácil e é sempre bom ter uma preparação boa e simples de plantão para emergências.

E o Paulo propos uma receita vegetariana de polpeta de berinjela que parece interessante.

Bem, aí estão as receitas:

Rocambole da Marisa

Ingredientes:
- uma massa de pastel de feira
- 200 gramas de tomate seco
- 300 grams de queijo mussarela de bufala Balkis
- folhas de manjericão
- 1 ovo

Modo de preparo:
Colocar em uma vasilha, os tomates secos picados, a mussarela de bufala BAlkis picada e as folhas de manjericão como em uma salada. Abrir a metade da masa de pastel, distribuir a mistura e enrolas como um rocambole. passar gema de ovo e levar para assar em forno quente por vinte minutos.
Cortar em rodelas e servir com slada de folhas

Sorrentino de Mozzarella de Búfala ao Molho de Pomodoro frescos do Gerson

Ingredientes massa:
300 gramas de farinha de trigo
3 ovos inteiros
Sal uma colher de café

Ingredientes recheio:
400 gramas de mussarella de búfala Balkis
2 colheres de farinha de trigo
Fio de azeite extra virgem

Ingredientes Molho:
8 tomates frescos maduros
1 maço de manjericão fresco
2 dentes de alho
50ml de azeite extra virgem
um copo de polpa de tomate
Pedaços de mussarella de búfala Balkis

Modo de preparo Massa:
Despeje em uma vasilha funda as 300grs de farinha. Faça uma cova no centro, acrescente o sal e coloque os três ovos. Misture tudo com as mãos até dar liga. Sove até a massa que ficar homogenea cubra com plástico deixe descansar por trinta minutos.

Modo de preparo do recheio:
Coloque em um processador de alimentos a mussarella de búfala Balkis e acione algumas vezes até triturar bem. Coloque um fio de azeite extra- virgem, acione de novo e, aos poucos, acrescente a farinha de trigo até dar consistência ao recheio. Reserve.
Modo de preparo do Sorrentino:
Retire a massa do plástico e corte em duas partes em uma mesa enfarinhada. Abra a massa com auxilio de um rolo ou de um cilindro de macarrão, deixando tiras bem finas. Faça o mesmo com a segunda parte.
Estenda sobre a mesa uma lamina de massa disponha o recheio em pequenas porções, depois de colocado na extensão da massa cobra com a outra tira com auxilio de um bastidor redondo (vazador). Corte os mesmos, separe e deixe reservados.
Para finalizar, cozinhe os sorrentinos em uma panela com quatro litros de água por sete minutos. Escorra a água e reserve.

Modo de Preparo do Molho de Pomodoro frescos:
Comece tirando as peles e as sementes dos tomates, pique em pedaços e reserve. Pique os dentes de alho em pedaços bem pequenos. Em uma panela coloque 50 ml de azeite extra virgem e doure o alho aos poucos. Refogue os tomates e finalize acrescentando a polpa de tomates e deixando ferver por dez minutos.
Coloque os sorrentinos em uma vasilha, alguns pedaços de mussarella de bufala Balkis e leve ao forno quente por dez minutos. Servir bem quente.


Polpeta de berinjela com Pingos de Leite Balkis do Paulo



Ingredientes:
600 gramas de berinjela descascada e cortada em pedaços pequenos
2 colheres de sopa de óleo
1 colher de sobremesa de alho picado
1 cebola bem picadinha
2 tomates sem pele e sem sementes
1 colher de sopa de orégano
Pimenta calabresa seca (a gosto)
½ xícara de salsinha
½ xícara cebolinha
Manjericão e orégano fresco (se não tiver, use o seco)
Sal a gosto
½ xícara de farelo de soja
½ xícara de farinha de soja torrada
½ de farinha de trigo
1 embalagem de "Pingos de Leite Balkis"ou Mussarela Lanchinho Balkis (pode-se usar a Light)
Farinha de rosca (temperada com orégano, gergelim e sal) e farinha de trigo para empanar

Modo de Preparo:
Descascar a berinjela e deixá-la de molho em água e sal, por 1 hora.
Aquecer o óleo e fritar o alho e a cebola. Deixe refogar um pouco e acrescente o manjericão e o orégano fresco (2 folhinhas picadas),o tomate e refogue mais um pouco.
Acrescente a berinjela, mexa bem e depois coloque salsinha, cebolinha, pimenta se gostar, e um pouco de sal.
Leve esta massa ao processador para misturar tudo e virar uma massa.
Prove a massa e corrija o sal se necessário. Leve a massa de volta para a panela em fogo baixo, adicione as farinhas e o Farelo de Aveia. Mexa até ficar uma massa que dê para enrolar.
Desligue o fogo e espere Modele as Polpetas
Para modelar as polpetas unte as mãos com um pingo de óleo e faça bolinhas, fure com o dedo e coloque um queijinho "pingo de leite Balkis" ou a Mussarela lanchinho Blakis (pedaço) Modele para fechar e passe-as na farinha de trigo.
Frite em bastante óleo bem quente. Sirva quente. Pode ser congelada depois de frita.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A farofa e a França

Você sabia que a gastronomia francesa foi considerada pela Unesco "bem cultural imaterial da humanidade" no final do ano passado? Pois é, eu não sabia. No mesmo artigo, soube que, exatamente agora, quando esse bem cultural foi reconhecido por uma instituição internacional que colocou os holofotes sobre ele, também é o momento em que na França - pasme - 3 milhões de pessoas (acredito que devam ser majoritariamente imigrantes) são vítimas da desnutrição e vivem com o auxílio alimentar público! Esse paradoxo me deixou chocada e me levou a refletir sobre nós, brasileiros, e a nossa praia gastronômica e culinária.

Os chefs de vanguarda projetam o Brasil como o futuro da gastronomia mundial. Entre outros motivos, estão a extensão do nosso terrítório e diversidade de ingredientes que se encontra nele e a criatividade das pessoas que povoam esses lugares. Claro que o momento histórico mundial é complexo, mas não podemos perder de vista o que de mais importante e estruturante nós temos em direção a essa projeção de vir a ser o futuro : o prazer do compartilhar. Gostamos de dividir informações, ensinar e aprender com os outros, sentar à mesa com os familiares e amigos, cozinhar juntos, ter "a" receita especial da família, do pastel da feira, do acarajé da baiana preferida, do pão de queijo da esquina, do festival do moti em Londrina, de um elenco inumerável de outras maneiras que inventamos de produzir coisas boas que garantam o pulso vivo dos encontros, onde o alimento faz parte e, às vezes, é central.

Só depois do alimento garantido é que se pode pensar em aprimorar o paladar. A realidade traz diferenças, mas já temos gente muito bacana espalhada por este Brasil imenso implantando projetos incríveis para o desenvolvimento e a manutenção da arte de se alimentar. Eu conheço cooperativas no cerrado, no semi-árido, nos litorais, nas Gerais, no Amazonas fazendo trabalhos maravilhosos com seus frutos, suas farinhas, seus peixes e o que mais houver. Trabalhos com gente da terra que chega nos restaurantes importantes das grandes cidades e valoriza ainda mais o que tem valor!

Para que na hora de comer a gente possa se debruçar cada vez mais sobre o que temos de melhor, no lugar de virarmos "audiência para a solidão" na frente da televisão, como diz o Arnaldo Antunes e que é o mais penso quando imagino as 3 milhões de pessoas desnutridas na França!

Minha querida Rose foi de férias ver a família no interior da Bahia, em uma cidade chamada Bonito, e me trouxe duas jóias de presente: farinha e pimenta. A pimenta é danada e a farinha maravilhosa. Fiz farofa com as duas e queijo coalho Balkis. Comi até...! E pensei que sou feliz de ter amigos que entendem as maravilhas que têm e gostam de dividí-las! Vou dar a receita da farofa para você fazer com a sua farinha, que tem grandes chances de ser diferente da minha - que afinal é de produção limitada lá da cidade da Rose -, mas que tenho certeza que é maravilhosa também.

Para que a gente construa ainda mais o nosso futuro, comendo cada vez melhor, em um formato que garanta, também, a alegria!



Farofa de farinha de mandioca

Coloque em uma frigideira 2 colheres de sopa de manteiga de garrafa, 3 colheres de sopa de azeite de oliva, 3 pimentas de passarinho e deixe dourar e liberar o aroma das pimentas. Desligue o fogo e coloque a farinha de mandioca, aos poucos, mexendo para que ela umideça. A quantidade de farinha depende da farinha, apenas garanta que fique úmido. Salgue.

Corte 50 gramas de queijo coalho em quadradinhos pequenos e bastante salsinha bem miudinha.
E divirta-se.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pavê da Roberta, Torta da Silvia e Peixe do Anderson

Agora que já é 2011 vamos à sobremesa porque tem muita gente de férias e dá para caminhar na praia, subir a montanha atrás da cachoeira, andar de bicicleta só para sentir o vento lambendo o rosto e outras coisas boas da vida capazes de queimar calorias para que a gente fique completamente a vontade e coma as delícias que bem entender.
A minha idéia é propor uma refeição completa só com as receitas premiadas que vou comentar hoje aqui. E, olha só que legal: a Roberta é de São Vicente no litoral sul de São Paulo, a Silvia de Americana, interior de São Paulo e o Anderson do Macapá! Juntei as receitas de dois litorais bem distantes do Brasil e um interior do sudeste e deu uma refeição!
Vou começar pela sobremesa, porque quando você for fazer uma delas é sempre por ela que se deve começar. Geralmente, uma sobremesa requer etapas, demora! Não deixe para depois achando que quandoestiver com tudo pronto você faz porque, certeza, não faz!
A Roberta enviou uma receita de pavê. Ela trabalhou uma ganache de chocolate branco de forma diferente: ao invés de respeitar a proporção chocolate/creme de leite introduziu um creme de ricota na ganache para alcançar a textura cremosa tradicional e conseguir montar o pavê.
Na calda de frutas vermelhas usou pouquíssimo açúcar. O total de frutas vermelhas da receitas é 750 gramas e ela faz a calda, aproximadamente, com 100 gramas de açúcar (meia xícara).
Também fez o chantilly a partir da nata. E fez a foto, que ficou apetitosa...
A confeitaria é a matemática da cozinha. Não é como na cozinha quente onde, por gosto e aproximação se constrói uma receita. As reações açúcar/temperatura, por exemplo, são precisas e para cada objetivo há que se seguir uma orientação bem específica. Por isso, a criação na confeitaria segue passos diferentes. Em confeitaria, um ingrediente indispensável em qualquer produção é a balança...Eu gosto bastante da forma como se constrói esse conhecimento, mas ele exige fidelidade quase absoluta e por isso é que recebi pouquíssimas receitas doces e só consegui premiar uma!
A Silvia trouxe uma receita de torta de queijo. Veja como os conhecimentos se difundem e se incorporam na nossa vida de maneira tão natural que parece que sempre estiveram ali. Tortas são comuns na culinária francesa clássica. Lorraine é uma região da França é uma das preparações mais típicas deste local, aquela que viajou pelo mundo é a quiche Lorraine. A base da massa da quiche por exemplo, é ovo, manteiga, sal e farinha. A proporção da farinha é sempre o dobro da quantidade de manteiga, ou seja, são sempre massas deliciosas pela quantidade de gordura que possuem. Já falamos aqui que gordura é sabor. A Silvia mudou umas proporções, introduziu iogurte na massa, criou a sua própria, mas a base se manteve firme! A única coisa que eu manteria a tradição, e que ela não fez, foi o precozimento da massa. Explico: o recheio é basicamente, proteína (iogurte, queijos e ovos). As proteínas sofrem um processo chamado desnaturação que é irreversível e acontece quando são expostas a condições diferentes àquelas em que foram produzidas, como variações de temperatura e mudanças do teor de acidez, entre outras. Por exemplo, quando pingamos limão no leite a desnaturação da proteína se dá pelo ácido na forma de coalho; no cozimento do ovo é o calor que modifica a clara que é formada pela albumina (que é a proteína), e água. Perda da solubilidade é uma das características da albumina do ovo desnaturada pela cocção. Em outras palavras quando ela colocar a torta com o recheio no forno o recheio vai firmar em um tempo diferente da cocção da farinha da massa.
Tudo isso prá dizer: precozinhe a massa por 10 a 15 minutos em forno a 180 graus coberta com papel manteiga e alguns grãos (feijão, grão de bico) para fazer peso na massa. Depois retire toda essa parafernália e coloque o seu recheio até que ele fique firme e dourado. Pronto! Ponto de vista defendido!
Vocês pensam que essa vida é só fogão, ingrediente, faca e criatrividade? Para quem se interessar eu recomendo um livro muito legal chamado " O que Einstein disse a seu cozinheiro" que explica muitos processos...
Bem, e finalmente a receita do Anderson é um peixe chamado "dourada" da região norte do país em que a profusão de diferentes espécies de peixe é fantástica e alimenta toda a população ribeirinha daquelas centenas de rios de lá! Mas ele logo foi avisando que é peixe de pele, então, substitua por um outro peixe de pele da sua região. A receita do Anderson vem com uma informação que eu nunca tinha visto antes: ele lava o peixe com suco de limão. Você sabia que o ácido cítrico quebra as fibras da carne? O cebiche, ou ceviche nada mais é do que isso. Bom, não vou entrar nessa de novo...O que eu queria dizer é que ele usa o limão mas não deixa o peixe imerso nele, só isso! Ah, e que ele não mandou a foto, ficou me devendo e ainda pode mandar que eu adiciono...Pena Anderson, ia ser legal ver a refeição completa!
Bem, aí estão as receitas. Desfrute.

Pavê doce encanto


Ingredientes
1 potinho de creme de leite pasteurizado(nata) da Balkis 390gr.
1 garrafinha de creme de leite da Balkis 500 ml
220 gr.de creme de ricota light da Balkis
1 xícara de (chá) de açúcar
1 xícara de (chá) de água
300 gr.de biscoitos tipo champagne
1/2 xícara (chá) de framboesas congeladas
1 xícara (café) de licor de frutas silvestres1 colher (chá) de essência de framboesa200 gr. de chocolate branco ralado

Frutas Vermelhas em Calda:
250 gr.de framboesas congeladas
250 gr.de morangos cortados em pedaços pequenos
250 gr.de amoras congeladas
1/2 xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de limão

Modo de Preparo:

Bata o Creme de leite Pasteurizado(nata) Balkis até obter ponto de chantilly.Reserve refrigerado. Em um refratário coloque o Creme de Leite (de garrafinha) Balkis e o chocolate branco.Leve ao fogo em banho-maria ou ao microondas para derreter o chocolate e obter um creme liso.Retire do fogo e deixe esfriar.Acrescente o Creme de Ricota Light Balkis e leve a batedeira.
Por último misture delicadamente o chantilly separando uma parte para a decoração.Reserve.

Para preparar as frutas vermelhas:
Leve ao fogo as framboesas, os morangos, as amoras, o açúcar e o suco de limão até obter uma calda não muito grossa.Retire do fogo e deixe esfriar. Leve ao fogo a água e o açúcar e prepare uma calda não muito grossa. Junte a framboesa, o licor, a essência e retire do fogo.Mergulhe os biscoitos nesta calda e escorra o excesso.Coloque em taças individuais,alternando as camadas: creme branco, biscoitos umedecidos na calda de licor, creme branco e as frutas vermelhas.Sirva gelado e decorado com o chantilly.

Torta Suiça de Queijos

Massa

2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de manteiga sem sal, gelada e picada
1 pitada de fermento em pó
1 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de iogurte natural
3 gemas passadas pela peneira
Creme de Queijos
3 ovos ligeiramente batidos
100g de queijo prato Balkis ralado grosso
100g de queijo parmesão ralado grosso
150g de queijo minas frescal balkis sem sal amassado com o garfo
1 1/2 pote de iogurte natural
Sal e noz moscada a gosto
Cobertura
100g de tomates secos temperados, escorridos e cortados ao meio
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão
Modo de preparo
Massa: Em uma tigela grande coloque a farinha, a manteiga, o sal e o fermento. Esfarele com as pontas dos dedos até obter uma massa úmida. Junte o iogurte e as gemas amasse delicadamente até obter uma massa lisa, macia e homogênea. Deixe gelar por 30 minutos.
Creme de queijos: Misture todos os ingredientes.
Montagem: Distribua a massa forrando o fundo e os lados de uma fôrma com o fundo removível (23 cm de diâmetro), fure o fundo da massa com um garfo e acrescente o recheio.Por último 'afunde' as metades dos tomates secos dentro do creme de queijos e salpique o queijo parmesão, leve ao forno pré-aquecido 180ºC, até que esteja dourado e crocante.
Dica: O tomate seco da cobertura pode ser substituído por pedacinhos de bacon frito.
Receita de Dourada ao molho de ricota com manjericão

Ingredientes
1 kg de filé de dourada cortado em pedaços grandes
350 gr de molho de tomate
200 gr de queijo ricota ralado da Balkis
100 gr de manjericão fresco
suco de 04 unidades de limão
pimenta do reino a gosto
04 colheres de azeite de oliva
sal a gosto

Modo de preparo
Lave os pedaços de dourada com o suco dos limões e depois salpique sal pimenta do reino a gosto
Reserve um refratário para levar ao forno em seguida.
Bata no liquidificador o molho de tomate, o queijo ricota e o azeite de oliva
Coloque as folhinhas de manjericão e misture com uma colher, depois regue no refratário junto com o o peixe, cubra com papel alumínio e leve ao forno por 50 minutos. Sirva com arroz branco e batata palha.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Que venha 2011!!


Hoje cedo fui ao Ceasa e encontrei flores de alcachofra. Comprei algumas para enfeitar a casa e mostrar para quem nunca viu uma. Não é linda? E tem um perfume bem suave, como o sabor dela. O dia estava lindo e achei que era uma boa maneira de terminar 2010...

Último dia do ano...vai passar com Yemanjá e toda aquela galera que está a beira mar? Vai ficar em casa quietinho só juntando energia para o ano novo? Vai receber os amigos? Vai ser recebido por algum deles? Seja qual for o lugar em que você esteja eu espero que continue sendo muito bom. Que você possa realizar cada vez mais o seu potencial para ser feliz e tornar o mundo melhor com a sua presença e os frutos daquilo que você faz. De minha parte, quero dizer que meu ano foi muito bom, e a oportunidade de escrever aqui no blog da Balkis divulgando boas coisas e interagindo com vocês foi lindo. Adorei. Espero que em 2011 a gente se encontre mais e troque mais idéias deliciosas.


Eu sou da turma que vai ser recebida por amigos queridos. Minha contribuição acabou de sair do forno: quiche de ervas, pupunha e restinho de todos os queijos da minha geladeira com creme de leite Balkis. Ficou bonito.


É isso aí. Bons fluidos nos levem deste, para o próximo ano!