terça-feira, 24 de maio de 2011

Cogumelos revelados e camuflados


Cogumelos paris com Serra da Balkis

Vou contar por um único motivo: eu não me aguento. Estou testando algumas coisas para as receitas de junho, lá do site da Balkis. O pessoal que experimentou me perguntou se eu nunca pensei em ter um restaurante, que faria sucesso e tal. Mas eu nunca pensei e espero me manter sã e continuar não pensando. Você já deve ter escutado uma história dessas porque elas são super comuns: alguém que adora cozinhar, faz isso bem direitinho e, ao mesmo tempo tem lá uma profissão e um emprego do qual não gosta tanto quanto cozinhar. Bingo! Aí surge a idéia genial de unir o útil ao agradável e claro, abrir um restaurante! A idéia afetiva de cozinhar, agregar pessoas e chamar os amigos encanta quem gosta da coisa. Só que o que menos faz um dono de restaurante é cozinhar. Ele administra, administra e administra: o pessoal, o fornecedor, as encrencas e em pouco tempo a idéia afetiva vai parar literalmente no ralo. Outro dia um artigo do Josimar Melo dizia que é o negócio em São Paulo que mais abre e fecha: restaurantes. No prazo de um ano são muitos...

Conchigliones com cogumelos shitake, shimeji branco e ricota Balkis
 Divaguei, mas o que eu queria dizer é que eu gosto muito de cozinhar! E fiz dois testes tão gostosos que fiquei com vontade de mostrar aqui (no mês que vem olhe as receitas lá no site da Balkis). Fiz cogumelos paris bem grandes marinados e assados com queijo da Serra Balkis e conchigliones com ricota Balkis e cogumelos shitake e shimeji branco. Em um, os cogumelos são eles mesmos a festa, no outro se escondem e se misturam com outros sabores. Ficou tão bom que tive vontade de mostrar prá vocês. É que o friozinho já começou a dar as caras e conforto e comidas quentinhas com queijos derretendo são idéias que chegam juntas prá mim. Se prá você também, fica a sugestão...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Manteiga ligth Balkis no bolinho de chá verde




Outro dia, fui lá no escritório do meu amigo Sérgio, que cuida do visual deste blog para aprender a usar algumas ferramentas do mesmo. Sou uma internauta bem mediana, e o Vitor me ajudou com algumas dicas que fui anotando cuidadosamente em um pedaço de papel, que claro, acabei esquecendo lá...Mas, foi interessante, que ao passarmos juntos os posts me dei conta que fiquei devendo aqui a receita do bolinho de chá verde porque nunca mais fui na Liberdade.
Estava escrevendo este post quando o Sérgio me ligou dizendo que a Balkis iria me entregar a manteiga ligth que está aprovada e deve chegar no mercado por estes dias. Não é demais? As qualidades da manteiga sem as malvadezas da mesma...

Sábado passado, passando por uma rua no bairro de Pinheiros (Rua Cunha Gago), lembrei que ali tem umas lojinhas japonesas que bem abastecidas. Pensei no post do bolinho de chá verde e encontrei a iguaria. A moça da loja me garantiu que, para o bolo, se utiliza a mesma versão de chá que uma senhora japonesa que faz a cerimônia do chá compra para fazer gelatina de chá verde servida junto com a cerimônia.



Não consegui uma receita tradicional, mas esta francesa me pareceu interessante. Ficou bem bonitinho e delicado. Ainda vou tentar encontrar uma receita tradicional para publicar aqui e honrar a tradição.
E agora, com eles prontos, posso dizer que ficaram bem gostosos, mas bem diferentes daquele que ganhei de presente da Paula vindos diretamente do Japão. Mas, vou atrás de alguém com sabedoria e versado na tradição japonesa para me ensinar a fazer um mais próximo do original e que me permita divulgar a recita. Meu primeiro bolinho de chá verde teve a vantagem de ser feito com a manteiga light da Balkis que chegou exatamente em tempo de entrar na preparação para torná-la mais delicada, mas longe da japonesa...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Já votou?

A contagem regressiva para a votação começou! É só até dia 15 que você pode votar na Balkis para o prêmio melhores do ano da revista "Prazeres da Mesa" na categoria "Artesão da Gastronomia".
Eu já votei e você? Vim aqui,hoje, para lembrar que o link para a votação é este.
Não perca a chance de participar!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Boas Notícias!!!

A Balkis está concorrendo a premiação "melhores do ano" da revista Prazeres da Mesa! E olha que lindo: na categoria "Artesão da Gastronomia". É justo, não é não?
Claro que a notícia deixou todo mundo super feliz, afinal é uma revista séria, um prêmio sério e o reconhecimento de um trabalho sério (e gostoso!!).
Já é maravilhoso ter sido escolhido como participante. Mas dá aquela vontade de ganhar! Como a votação é feita pelos internautas você pode ajudar. E eu vim aqui prá pedir isso mesmo: a gente tem uma relação transparente e não tenho nenhum constrangimento de pedir que você participe e ajude a gente a ganhar e levar essa! Porque os produtos da Balkis são bons e merecem ganhar!
A votação se encerra no dia 15 de maio e vou falar disso aqui todos os dias até lá! Vamos que vamos!

O link para votar é

http://prazeresdamesa.uol.com.br/exibirMateria/4061/melhores-da-gastronomia-2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Compota de Ginja

Fazia tanto tempo que não me acontecia que já tinha até me esquecido: um vírus desses de virar o cidadão do avesso me pegou! Foram muitos dias de nada. Nada de comida, nada de cozinha, nada de nada. Só dormir, medir febre, beber água e ir para o dia seguinte que era igual...Que porre! Mas, felizmente, tudo muda o tempo todo. E saí dessa aí diretamente para a produção de um almoço para 100 pessoas. Do nada para as compras, das compras à produção e da produção ao serviço propriamente dito.
Foi uma lição de tolerância e humildade. Na cozinha, ninguém faz nada sozinho, não! Tive muita ajuda e foi sucesso. O pessoal fotografou e quando me mandarem as fotos, eu coloco pra vocês verem o tamanho da panela de feijão para 100 pessoas...
No meio disso tudo minha querida amiga, que estava viajando há muito tempo voltou e veio me visitar cheia das novidades. Foi conhecer parte da família que vive em uma pequena aldeia, lá em Portugal. Ela contou que muita gente tem um parente que vive em uma pequena aldeia. E que na hora de colher a uva para fazer o vinho, colher a azeitona para fazer o azeite, junto com a infinidade de pães doces e salgados que se faz, também em família, aqueles que foram embora para as cidades grandes voltam para compartilhar esse momento e trabalharem juntos! Ou seja, todo mundo sabe fazer o próprio vinho, azeite e pão! Achei incrível!


E ela me trouxe essa compota feita por uma das primas de lá. A família dela mora na Serra da Estrela de onde vem a flor do cardo que a Balkis usa para fazer o queijo Serra da Balkis. A fruta da compota se chama ginja e é muito semelhante a uma cereja, só que maior. E o sabor é levemente amargo, uma delícia e muito diferente de qualquer coisa. Comi com creme de cottage Balkis e, como estava trabalhando como louca, pedi para a turma aqui de casa não acabar com ela até que eu pudesse mostrar pra você. É lindo, não é?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Reinvenções: biscoito de queijo



Na semana passada, viajei. Fui passar a páscoa com minha sobrinha querida, lá na Chapada dos Veadeiros, Goiás. Combinamos de fazer lasanha, porque há mais de um ano eu tinha levado de presente para eles um cilindro italiano que estava, até a semana passada, esperando inauguração.
A lasanha começou com bronca! Meu marido se pergunta porque é que eu carrego comida aonde quer que eu vá... Lá é difícil achar a farinha de grano duro (por isso a máquina não tinha sido inaugurada). Levei minha balança para pesar a farinha e também mussarela Balkis. Escutei um montão, mas já não ligo mais...
E, no sábado, fui fazer uma daquelas maravilhosas trilhas dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Não me canso de admirar a beleza daquele lugar. Chão de cristais, águas cristalinas, flores só encontradas lá, de delicadeza inacreditável, borboletas azuis gigantes. É incrível! Duas informações que eu acho estonteantes: 33% do bioma brasileiro está concentrado no cerrado, e a chapada dos veadeiros vista em fotografia de satélite é o local que mais brilha no planeta: subsolo em cristais de quartzo.
Tive o privilégio de ficar hospedada com o multiartista Bené Fonteles, de quem ganhei um livro lindo chamado “Nem é erudito nem é popular: arte e diversidade cultural no Brasil”, que é um apanhado sobre as várias manifestações artísticas Brasil afora. Diverso e encantador. Aí disse pra ele que a minha visão sobre a gastronomia era muito semelhante à dele sobre a arte, e concluímos que é tudo a mesma coisa. Diferentes formas de expressão para dar vazão ao gênio criativo e reinventivo do povo brasileiro.
Vai daí que, depois de caminhar o dia todo pelo parque e tomar banho de cachoeira em água translúcida, no caminho de volta o assunto era comida, claro! Todo mundo com fome! Nesse passeio, um grupo de 14 pessoas, 10 eram goianas. E foi o desfile de variedades: galinhada com pequi, empadão goiano, guariroba que é um palmito amargo até o último fio de cabelo, típico da região e que, descobri, não agrada muito aos goianos, não. Cada um faz deum jeito, trocaram receitas num desfile de variedades regionais embalando o paladar para a refeição na hora da chegada.
Voltei pensando nisso, e quando cheguei no vilarejo encontrei a Ana, chef de cozinha recém chegada de temporada de cursos na Espanha. Foi ela quem me apresentou o delicioso biscoito de queijo, feito a partir de polvilho e queijo com resultado totalmente diferente do pão de queijo. Atestei! É uma reinvenção constante!
Quis muito a receita do biscoito de queijo para postar aqui pra vocês. E o máximo que conseguimos saber, através da Dona Chiquinha, moradora do local, é que é assim: quantidades iguais de polvilho e queijo, não em peso, mas em volume. Ovo para dar liga em tudo, e forno.
Não consegui tempo ainda para experimentar e quando fizer passo as quantidades direitinho. Por enquanto, fica a foto e o meu depoimento de que é muito bom.
Meu feriado não terminou em pizza, mas em lasanha que ficou uma delícia feita a muitas mãos...E aí, não teve cara feia. Valeu carregar a farinha, a balança e a mussarela Balkis...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Gastronomia Premiada

Faz tempo que estou dizendo aqui que o futuro da gastronomia é o Brasil. Eu não, todo mundo. Chefs renomados, em diferentes oportunidades, não se cansam de apontar que o Brasil está cheio de grandes possibilidades, grandes talentos, ingredientes surpreendentes etc, etc, etc.
Pois vai daí que o chef brasileiro Alex Atala recebeu o reconhecimento internacional para o D.O.M., considerado o sétimo melhor restaurante do mundo.
A promotora do evento que classificou restaurantes é a revista britânica "Restaurant". Foram mais de 800 jurados ligados à gastronomia em várias partes do mundo.
Super parabéns para o Alex Atala e seu trabalho. Porém, a coisa não para aí. Os que não esperavam por isso podem se espantar, mas outros dois brasileiros fazem parte do ranking dos melhores restaurantes do mundo em 2011: na 59º posição está o Fasano, do Rogério Fasano e, na 74ª está o Maní, dos chefs Helena Rizzo e Daniel Redondo.
É a tendência se concretizando. Eu acho que é só o começo. E é importante lembrar que estamos construindo um futuro gastronômico que vem atrelado as nossas raízes. É dela que tiramos elementos para voar e fazer a gastronomia acontecer. E nossas raízes são grandes e muitas. E também entram nos preparos e produções alimentares... A árvore é frondosa com galhos imensos e diferentes, cada um para um lado...Acaba que é muita diversidade e isso é incrível! E essa premiação é motivo de festa, sim! Eles poderiam comemorar a premiação fazendo cardápios a preços especiais para que mais pessoas pudessem conhecer o que é gastronomia premiada! Não é uma boa maneira de dividir o prêmio? Incluir e construir apreciação para tudo isso.
E veio junto com a páscoa, que é símbolo de renascimento. Uma sugestão de presente para o almoço de páscoa: Serra da Balkis, que é um queijo nacional na linha dessa tendência gastronômica. Vinho, queijo, chocolate e boa páscoa para todos.