sexta-feira, 20 de julho de 2012

Promoção Balkis: panelas e ingredientes

Eba! A Balkis lançou mais uma promoção: agora, além de produtos ela também vai presentear o ganhador com panelas lindas para preparar as receitas que eles criarem.
As regras estão bem explicadinhas na página da Balkis no facebook. E você pode aproveitar o final de semana para inventar e testar as suas receitas. Mas, olhe lá. Tem que ter fotografia. Então, antes de dar a largada na comilança, fotografe o prato com a embalagem do produto Balkis que você utilizou no preparo dele.
Conversando certa vez com o Alexandre, ele me disse que o mais importante, além de produzir produtos de qualidade, era ajudar o consumidor a entender como aproveitar o melhor deles. E olha aí: na cozinha, nada mais eficiente para se entender algo do que a prática. Panelas e ingredientes para você praticar. Participe. Eu e o Brunão , o grande chef Bruno Stippe, vamos esperar suas receitas! É até o dia 02 de agosto! Boa sorte

terça-feira, 17 de julho de 2012

Nova York: muitas cozinhas passam por aqui!



Tive a sorte de ter amigos em Nova york que me apresentram a cidade de forma amorosa. É um casal lindo e tipicamente novaiorquino: ela é filipina e ele do Sri Lanka. E isto é Nova York, porque o mundo passa por aqui.
A Gayatri e o Anju passaram para nos pegar no final de um dia quente e fomos jantar em um restaurante indiano. Récem-chegada à cidade, pensei em um daqueles restaurantes indianos de São Paulo, ou seja, o que chega no prato é proporcional à distância geográfica que existe entre os dois paises.. Até então, estava achando Nova York muito parecido com São Paulo: barulho, trânsito, correria, etc, etc, etc...
Quando descemos do metrô ela me disse que o lugar era conhecido como `little India` e, que se quissese, conseguiria comprar vários produtos indianos. Foi chocante. Até a panela parra fazer idlis estou levando comigo. E, olha que ela foi uma das maiores batalhas no norte da Índia. Como é uma refeicão tipica do sul, no norte não encontrei. Mas, vamos combinar que a distância entre o sul e o norte da Índia é muito menor do que de Nova York. Pois, parece que não! As pessoas vêm pra cá e trazem todos o que lhes faz se sentirem ser o que são, apesar de estarem longe de seus lugares naturais e enfiados em um modo de vida que está a léguas de distância também. E aí, nada mais simples: comprei a panela para fazer idlis e no mesmo quarteirão, 2 lojas depois, comprei o pó para idli desidratado.
E fomos para o Vatan Restaurant megaindiano, comer a comida megaindiana e deliciosa que eles fazem. Com direito a lágrimas provocadas pelo sabor particular das pimentas que só eles tem.
Depois, ganhei um `wellcome to New York city`! E o que pode ser melhor introdução a uma cidade do mundo que você não conheça do que ter amigos que conhecem o seu coração e te presenteiam com links rápidos e diretos para ele?
Felizes, nos trouxeram de volta até o hotel caminhando pela noite fresca e iluminada de Nova York que, depois disso, ficou incrivelmente interessante.
Obrigada, queridos! Agora, enquanto vocês trabalham nessa cidade louca eu ainda tenho 4 dias para `surfar` nela.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cozinheiros: mágicos sem fronteiras


Entendi que a cozinha é um lugar mágico em qualquer lugar do mundo e que os cozinheiros se reconhecem, e, logo de cara, transpiram uma simpatia gratuita uns pelos outros. A intuição nos guia pelo cheiro, eu acho...
Foi assim com o Faizul e sua delicada parceira. Vi quando chegaram meio tímidos e pensei: é o pessoal da cozinha. Acertei. Ele cozinha e sorri. E fazem comidas incríveis, servem um a um cada comensal e lhes desejam sorrindo: bon apetit! Já sabem a qualidade do que fizeram e que nós vamos, mesmo, desfrutar e amá-los após cada refeição.
Ele é malaio, mora no Canadá há alguns anos e é generoso. Ela e canadense, e generosa como ele. Já sabem o que é que eu quero saber e quase sem precisar falar nada, só sorrisos , me levam ate o armário e me revelam seus segredos: uma pasta de várias pimentas mega saborosas, uma lentilha escura e quebradinha, um arroz mínimo que ele coloriu com açafrão da terra e serviu com côco, chapatis quentinhos que já estavam prontos, bulgur e o que mais vier nos próximos dias. E que eu vou querer ir comprar e levar para dividir com outros cozinheiros.


Por essas e outras é que eu sustento que a cozinha é o lugar do amor. Pessoas que nunca se viram na vida, mal falam um com o outro e se amam como se tivessem vivido juntos por longos períodos. E, sob certo aspecto, vivemos mesmo. Diante das panelas, do excesso de trabalho, das 16 horas ininterruptas em pé que são varridas da nossa mente diante de um ingrediente novo, ou um sabor diferente... por isso e que eu tenho certeza: cozinheiro não e uma espécie muito normal. Mas, na sua grande maioria, são todos gente boa!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Paladar Cozinha do Brasil


Ao entrar no blog hoje, vi o post em que o Sérgio anunciava as recomendações da Maria Eduarda no "comida sem glúten, por favor!". Ele escreveu um "interino" entre parênteses, que foi demais. Obrigada, Sérgio, pelas novidades da Maria Eduarda e por não deixar a peteca cair.
No ano passado, durante o evento "Prazeres da Mesa" eu estava viajando. Agora, estou no Canadá e vou perder também. Mas, se você gosta de cozinhar, descobrir ingredientes e de saber o que várias inteligências têm a dizer sobre eles não perca esta oportunidade.
Organizado pelo Estado de São Paulo, começa amanhã o evento Paladar Cozinha do Brasil. A estreia não poderia ser melhor: Mara Salles, Neide Rigo e Ana Soares, juntas. São três buscadoras incansáveis de ingredientes nacionais e de suas utilizações na gastronomia. E por ai vai, o evento todo com este altíssimo nível.
São em encontros como esses, em que a possibilidade de descobrir e redescobrir novos e velhos sabores se abre. Neste contexto de muitas trocas e aprendizados eh que grandes avanços se constroem. Como tem muita gente diferente, acho que esses eventos vêm com o espirito de uma grande viagem: todo mundo fica mais receptivo e aberto ao novo. E a gente se apropria cada vez mais do que eh nosso e que muitos de nos (a maioria) nem conhece. E eh isso que torna a nossa cozinha cada vez mais rica e diversificada.
A minha viagem neste momento é outra... mas, se eu estivesse ai não perderia essa, não! Aliás, a Balkis vai participar com estande, degustação e tudo. Além de sortear 2 kits de queijos especialíssimos na aula do Alex Atala, às 11h, amanhã.
Para saber a programação acesse, http://blogs.estadao.com.br/paladarcozinhadobrasil/programacao/sexta-29-de-julho-2, e bom final de semana, recheado de novidades!
Sérgio, interino querido, este computador aqui não tem vários acentos e quitutes especiais da nossa querida língua portuguesa. Copiei e colei alguns... será que você poderia me socorrer, mais uma vez? Retribuo com comidinhas, na volta!!

"Sem glúten, por favor!"



A Maria Eduarda A. Pedro tem um blog bacana, chamado "Sem Glúten Por Favor", por que ela tem a condição de celíaca. Segundo a Wikipedia, "a doença celíaca... é uma patologia autoimune que afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos, precipitada pela ingestão de alimentos que contêm glúten." Ou seja, celíacos não podem ingerir glutén. Mas pelo jeito, ela gosta tanto de gastronomia que dedica tempo e energia para fazer este blog bacana, prestando um serviço à comunidade.
Outro dia ela fez um post interessante, mostrando como receber em casa, para o café da manhã, pessoas celíacas, e aproveitou e incluiu os intolerantes à lactose na festa. E ela indica os queijos Balkis para os intolerantes, pois a Balkis tem vários queijos com zero lactose. Vejam o post: http://semglutenporfavor.blogspot.com.br/2012/06/recebendo-um-celiaco-em-casa-o-que.html
(Sérgio Gonzalez, interino)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Muito prazer, melitzanosaláta, ou berinjela grega



Que será que os canadenses comem? Estou de malas prontas para dez dias em um universo totalmente novo para mim. Vou para Montreal , a parte francesa do país. Mas, como é um país essencialmente composto por muitas migrações, sem dúvida, cada uma delas carregou para lá a sua maneira de ser e comer. Diferentes fluxos migratórios costumam trazer em suas bagagens ingredientes próprios, que se incorporam e se transformam nas mãos dessa mistura de gente do mundo todo. Suponho que seja um lugar de padarias e pães bons, por conta do grande afluxo de franceses nesta parte do país.Mas, é tudo. Ah, e aquele maple syrup, que é um xarope extraído da seiva de uma árvore chamada ácer, comum no Canadá.
Não quis me informar muito para poder perceber tudo como uma criança que descobre coisas novas, com  gosto de quem não sabe nada: a liberdade é maior!
Foi neste espírito, de liberdade, que cozinhei neste final de semana para duas festas distintas: um casamento com noivos lindos e o aniversário do meu filho, que agora é pai. O patê de berinjela foi o melhor. A receita original, melitzanosaláta, é grega e leva iogurte e outros ingredientes que não usei. Usei sour cream da Balkis  e sumac, que é uma planta seca, com gosto cítrico, que trouxe da Turquia. Foi assim: assei as berinjelas inteiras e furadas com um garfo, enrolas em papel de alumínio no forno até que ficassem bem macias dos dois lados. Defumei uma a uma no bico do fogão (faz sujeira, mas a vida é assim mesmo..). Aí, abri no meio, separei o recheio da casca, cortei bem pequenininho e temperei com muito hortelã, salsinha e coentro frescos, sour cream, limão cravo, azeite, sal,cominho e sumac. Depois de tanta "cozinhação", passei pela mesa e resolvi experimentar um pouquinho. "Viva os gregos e os troianos", foi o que pensei...e vamos ver com quais surpresas o Canadá me reserva!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Viva São João, viva o milho verde!


Outro dia me perguntaram o que é que tinha São João a ver com o milho verde. Pensei bem e achei que nada. Fui pesquisar e descobri que nada mesmo. Antes do catolicismo chegar e se juntar a certas festas populares elas eram inteiramente pagãs e ligadas aos dos ciclos da terra, aos solstícios de inverno no Brasil, e, de verão, na Europa. Épocas de algumas colheitas bem específicas e esses ingredientes estão definitivamente "casados" com essas festas. Aí, veio a igreja e associou com a festança toda os seus santos populares como São João, São Pedro e Santo Antônio. Quem trouxe a festa foram os portugueses, mas hoje em dia isso é só memória.
A minha memória de menina em relação às festas juninas é viva: tranças, pintinhas nas bochechas, chapéu de palha e vestido cheio de rendas. Ensaio de quadrilha e fogueira onde se assava milho e queijo. E o cheiro do bolo de milho saindo do forno com uma camada de creme na parte de baixo. Os cheiros são o que eu mais lembro: do doce de batata doce e de abóbora com fios grandes de coco, do amendoim torrado e acho que meu amor pelo gengibre mora originalmente no cheiro do quentão que exalava calor nas noites estreladas e frias de junho.
Geração após geração, nós brasileiros que não somos muito dados à tradições, mantemos esta nos campos e nas cidades. E agora que sou avó, tive vontade de experimentar um bolo de milho verde com sour cream da Balkis. Rodei muitos supermercados para poder encontrar um, mas agora, o bolo saiu do forno e a memória olfativa me arremessou lá prá trás. Daqui algum tempinho vai ser a Marina, agora tão pequenina, que vai se animar com as festas juninas, a quadrilha, a fogueira e a comilança.O São João mesmo, não tem muita importância na formação da memória festiva das crianças. Aliás, pelo que eu sei o milho é original das Américas e lá na Galiléia não tinha millho, não!