A jaca verde estava escondida por purê de batata e chegou à mesa bem quente. A aparência é totalmente de carne seca. Mas o sabor...nada a ver; nem com carne, tampouco com jaca. É delicado e totalmente único. O purê de batata combina muito e pensei que dá para fazr muitas coisas com ela: recheio de pastel, com legumes, como ragu, cheia de ervas para acompanhar uma polenta mole...sei lá. Mil e uma utilidades. Colei na receita do Pedro, que está aí em baixo. Mais um final de ano se aproxima e antes que as pessoas peguem fogo e o tempo vire o artigo mais raro de todos, talvez você possa aproveitar o final de semana e procurar pela sua região uma jaqueira com uma jaca bem verde e descobrir mais esta. Para quem está na zona oeste, como eu, soube que na USP tem umas tantas dela.
A comunidade ligada à gastronomia, amadores ou profissionais, vem utilizando queijos Balkis em suas receitas. Isso aconteceu de forma tão gostosa e natural que resolvemos criar este blog. Assim, aqueles que gostam de gastronomia, em qualquer nível, podem trocar receitas, dicas e opiniões. Sejam muito bem-vindos!
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Escondidinho de Jaca
A jaca verde estava escondida por purê de batata e chegou à mesa bem quente. A aparência é totalmente de carne seca. Mas o sabor...nada a ver; nem com carne, tampouco com jaca. É delicado e totalmente único. O purê de batata combina muito e pensei que dá para fazr muitas coisas com ela: recheio de pastel, com legumes, como ragu, cheia de ervas para acompanhar uma polenta mole...sei lá. Mil e uma utilidades. Colei na receita do Pedro, que está aí em baixo. Mais um final de ano se aproxima e antes que as pessoas peguem fogo e o tempo vire o artigo mais raro de todos, talvez você possa aproveitar o final de semana e procurar pela sua região uma jaqueira com uma jaca bem verde e descobrir mais esta. Para quem está na zona oeste, como eu, soube que na USP tem umas tantas dela.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Festa na Farofa!
Vai até amanhã o evento Prazeres da Mesa e o Mesa Tendências 2014. Este ano o tema é "Conexão Essencial: o produtor familiar e a cozinha". Há quatro anos este vetor vem se estabelecendo. Ano após ano o enfoque dos congressos tem sido no pequeno produtor, no valor gastronômico e humano dos ingredientes e nas suas individualidades (o famoso terroir). O orgânico já teve a sua vez com o tema "gastronomia e sustentabilidade" e este ano chegamos na família e no produtor familiar: abertura maravilhosa para a complexidade dos conhecimentos ancestrais aliado à tecnologia e a disseminação de informações. O tema é vasto e importante diante da crise do meio ambiente estabelecida; pequeno produtor garante uma comida mais limpa e justa além da preservação de cultura e do ambiente em que produz. Ganhamos os consumidores e ganha o planeta. O
conhecimento passado de geração à geração vai se adequando às novas tecnologias e daí surgem muitas soluções criativas que encontram resistências em alguns setores das famílias e são o estandarte de outros da mesma família, e assim a coisa vai indo...
Este ano a maior novidade está no evento Prazeres da Mesa que montou uma área nova e totalmente pública: chama-se "Farofa" e a entrada é franca. Representantes do Slow Food de todo o Brasil estão expondo seus produtos. Dá uma emoção grande ver o país pelos olhos do alimento: do Pará a cesta de frutas, raízes, sementes sem fim. Das agroflorestas do Vale do Paraíba em São Paulo a farinha do pupunha (do fruto, um coquinho vermelho).
Do Mato Grosso a guaira, frutinha doce e suculenta, do Paraná as cucas de banana na barquinha de folha de bambu
E os queijos da Serra do Salitre e da Serra Gaúcha, e o sal do Rio Grande do Norte e o lambari da horta frito no fubá da amiga Tanea Romão, lá de Tiradentes, Minas Gerais.
Daria para enumerar um sem fim de belezas e diversidades: só o inhame roxo do Amazonas já bastaria para um espetáculo a parte com começo meio e fim. Se você gosta desse mundo maravilhoso das comidas, não perca: vai até amanhã no Senac Santo Amaro, em São Paulo. Se está longe, aí estão algumas fotos para você conhecer o que não pode vir ver ao vivo.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Vasto mundo! Que delícia...
Qualquer semelhança não é mera coincidência! O gênio inventivo dos povos do mundo revela muito sobre eles: o nordestino que faz 12 tapiocas com queijo coalho ao mesmo tempo revela a tenacidade de uma região do Brasil que traz a herança indígena viva nas esquinas e nas mesas, diariamente, e a habilidade para produzir tapiocas aos montões.
O megachappati apresenta a capacidade do indiano de moldar a vida com as mãos em meio a qualquer situação. Não existe adversidade capaz de demover um indiano de seu propósito; canos enormes se transformam em fornos enormes, capazes de assar chappatis enormes!
A delicadeza do tradicional "paris brest' ao lado das pérolas enfeitando uma "tarte au citron" revelam anos de depuração e técnica da confeitaria mais festejada no mundo. Tão estabelecida que esses docinhos, verdadeiramente franceses, são de autoria da brasileiríssima Mariana, que trabalhou muitos anos lado a lado e diariamente com os mestres do açúcar em Paris, e trouxe para gente o espírito vivo da França no sabor de suas delícias.
Parafraseando o poeta eu diria que tantas criatividades "botam a gente comovido como o diabo". Não é sensacional esse vasto mundo?
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Sorvetes!
Estava com muita preguiça de pensar em viajar no último final de semana mas a pressão foi grande e lá fui eu para Cunha, interior de São Paulo, que tinha uma surpresa boa me esperando: a Fazenda Aracatu, onde o Rodolfo e a Lilian há cinco anos produzem e comercializam queijos, sorvetes, pães, bolo de pinhão, pinhão descascado e congelado e shitakes. A loja é charmosa e, além dos produtos feitos lá, vendem uma variedade grande de geléias, doces, salames artesanais, vinhos, antiguidades, bolos e mais um montão de coisas de outros produtores locais.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Salada da terra
Na minha volta para casa tudo o que queria era a minha própria comida. Perdi as contas da data e do dia mas a necessidade de trazer o corpo para a realidade não deu margem a nenhum tipo de dúvida: é comer e dormir. Adoro o mundo e tudo o que ele tem de diverso mas, às vezes, somente o caseiro é capaz de colocar as coisas em ordem. A sensação de conforto é que o que vem quando, virada de fuso horário, fui para feira as cinco da manhã comprar verduras orgânicas achando que tudo demora muito para começar a funcionar! E no frescor da manhã ainda sem sol, encontrar verduras e frutas bem frescas foi o começo da organização; produzir minha própria salada em dia tão quente completou a missão.
Aqui vai ela: salada de escarola com queijo minas frescal Balkis, cenoura e tomates com granola salgada. Delícia que me trouxe de volta para casa. Ir é bom, mas voltar não deixa nada a dever. Da Índia eu trouxe a memória da última refeição com um lassi deliciosamente gelado. Mas só agora, depois da minha salada fria e refrescante é que posso considerar que cheguei em casa, finalmente. Como o calor promete continuar aí está a sugestão: salada de folha com granola salgada com grãos e castanhas: alimenta e não briga com o calor.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Índia: reinventando, sempre
Estou no norte da Índia, aos pés dos Himalaias e amanhã zarpo viagem ainda mais ao norte. Por enquanto tenho Internet suficiente para dar notícias das comidas de rua, dos vegetais assados no forno tandorri - que é uma espécie de buraco quente onde se fazem maravilhosos pães-, inclusive o famosos chapattis.
A comida em um país de um bilhão e duzentos milhões de pessoas é assunto que não tem começo e nem fim. É atividade ininterrupta: para viver na matéria e para alimentar o espírito pois se oferece comida aos deuses diariamente.
Nunca deixo de me espantar com a diversidade que se encontra e com o fato de poder sempre experimentar coisas diferentes todos os dias. Hoje comi vegetais assados no "buraco quente" com especiarias e pimentas diferentes . E agora tenho mas um "prato predileto".
domingo, 21 de setembro de 2014
Nem isso, nem aquilo: é só mandioca mesmo
Omelete? Arepas? Nem um nem outro. Só mandioca com queijo. E o que mais me encanta nela é a sua versatilidade. Dá farinha fina, farinha grossa, de bolinha, de pedaços, pó branco e bem fininho. É boa crua, cozida e adorada em todas as suas formas, Brasil afora! E não é que também deu um tipo de arepa colombiana? A original é de milho branco ou amarelo, mas a apresentação desta versão ficou bem parecida.
Cozinhei a mandioca em bastante água e sem tampa para que não amargasse por conta da volta da evaporação do ácido cianídrico. Se a evaporação não tem caminho aberto e volta para a tampa da panela, acaba dando um tom amargo na mandioca. Depois, passei pela peneira ainda quente. Temperei com sal e azeite. Dividi a massa ao meio e forrei o fundo da frigideira com uma metade bem distribuida por todo o fundo. Coloquei queijo minas padrão Balkis no meio e por cima dele a outra metade da mandioca cobrindo todo o queijo. Fogo baixo até criar casquinha. Virei com a ajuda de uma espátula para dourar dos dois lados. Para colorir, cortei salsinha bem picada por cima. E mais uma invenção deliciosa ficou pronta. Tanta possibilidade é comum na realeza dos ingredientes: e a mandioca, é a rainha do Brasil. Experimente.


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