A comunidade ligada à gastronomia, amadores ou profissionais, vem utilizando queijos Balkis em suas receitas. Isso aconteceu de forma tão gostosa e natural que resolvemos criar este blog. Assim, aqueles que gostam de gastronomia, em qualquer nível, podem trocar receitas, dicas e opiniões. Sejam muito bem-vindos!
sábado, 14 de junho de 2014
Brasil, o país dos comilões
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Bolinho de arroz...desde sempre
Essa turma não para, e eu continuo ganhando presentes comestíveis, que adoro! A Talita chegou de Portugal e quando eu disse que estava com saudades, ela soltou:"trouxe vários presentes para o blog!". E fomos comer pão de queijo para comemorar tudo: a viagem, os presentes, a saudades. Não conheço Portugal e ela me contou que comeu muito bem, que é lindo e que todo mundo faz vinho, azeite e tem horta.
Me trouxe um azeite sensacional, do sul, onde se come azeitona do pé; e flor de sal, cevada e farinha de arroz embrulhada no papel da loja que se chama " A vida Portuguesa" com um subtítulo genial
: "desde sempre". As embalagens traduzem o espírito da coisa e falam mais do que qualquer palavra . A cevada chama "moreninha" e a farinha de arroz retrata o desconsolo do menino que tem seu mingau abocanhado pelo gato sob o olhar animado do cachorro, que parece ser o próximo, enquanto o menino chora! É muito bom! O mais lindo é a embalagem do sal...e o mais gostoso, o azeite! A TAlita me trouxe comida que conta história.
Hoje fiz bolinho de arroz natureba (com arroz integral) para os os intolerantes ao glúten, à lactose e às frituras. Com a farinha de arroz portuguesa, com certeza! Assei ao invés de fritar. Ficou bom. Foi com queijo Sinlact frescal Balkis. Não entendo nada de futebol e nem sei se Portugal tem time, mas serve de idéia para um petisco saudável durante os jogos da copa do mundo. As pessoas se juntam para ver jogo, comer e beber. E quando as pessoas se juntam para comer, sempre têm história para contar. Como diz a embalagem portuguesa "desde sempre"...
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Palmito da terra
No último final de semana, em meio a um dilúvio, fui para a praia. Fazia tempo que não descansava tão profundamente. Meus amigos queridos, que já têm um lugar no paraíso são generosos, e desfruto com eles algum tempinho da beleza toda. A chuva incessante, caindo na mata fechada, onde está a casinha, me colocou para dormir e me deu de comer também. Foi de dentro da mata que saiu o que eu diria ter sido uma das experiências gastronômicas mais incríveis dos últimos tempos. A chuva derrubou uma palmeira de palmito das centenas que existem só naquele pedacinho (derrubar uma palmeira dessas, por lei, dá cadeia: é crime inafiançável).De repente, meu amigo Afonsinho, munido de capa de chuva e facão colocou o palmito na janela. Nós o descascamos para por no forno, só com manteiga, mas a faca não dava conta de fazer o corte: de tão tenro, não resistia à dureza da lâmina. Era um creme. Eu e a Bia não acreditamos. Comemos um tanto dele cru, sem entender direito o sabor e a textura, pois aquela não era a referência de palmito que nenhuma das duas tinha anteriormente.. Depois cortamos de outro jeito e colocamos no forno com cuidado para não derreter...o que é da terra e está ao alcance da mão tem uma qualidade incomparável. Abre os nossos sentidos não só para o alimento mas para a beleza da vida. Quem dera a gente pudesse, ao menos, ter essa consciência desperta. O planeta, com certeza, estaria mais preservado, e as relações seriam mais justas e íntegras. Comemos palmito com muita satisfação!
polenta mole
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Zattar com tahine: tão longe, tão perto
O melhor é ir quando se vai e voltar quando chega a hora. Minha filhota rodou pelo mundo e quando a saudades parecia louca, regressou. Além das alegrias da volta, trouxe um pouco de onde andou. Tinha mel de tâmaras, que a minha memória dizia ser incrível, e é mesmo; noz pecan do quintal da casa da Quel, em Jerusalém; castanha de semente de damasco salgada (incrível); chá da Capadoccia, que a minha querida Maíza diz ser bom prá tudo. E não sei bem prá quê, mas o sabor da baunilha é ótimo, e isso em si já é bom prá muitas coisas...figos, damascos escuros, tâmaras turcas, café palestino moído na hora com cardamomo, pinoles russos.
O mais incrível foram os tahines e a zattar. Para mim, até então, tahine era a pasta de gergelim e ponto. Na minha ignorância não conhecia tahine de gergelim integral, tahine de amêndoa e outros tantos. Ela disse que os russos têm tahine de semente de damasco, que é maravilhoso, e produtos muitos diferentes de qualquer coisa que se pode imaginar. Aliás, contou que os próprios russos são muito diferentes de qualquer coisa que se possa imaginar: que são como seus produtos, uma boa surpresa!
A zattar, trouxe da Palestina, lugar onde conta que comeu a melhor coalhada seca da vida! Que eles têm muitos tipos de hallawi, o doce que aqui conhecemos como sendo do gergelim, mas que lá pode ser de outras sementes. Contou que tem um, muito escuro, com pistache e de textura e sabor incríveis. Que os sucos nas ruas são muito bons, que a zattar tem em profusão e variedade com aromas que chegam a quarteirões de distância..que as pessoas são doces e ficam muito, mas muito felizes se você as visita. E que a comida é intraduzível. Que o tal do muro que divide a Palestina de Israel é a coisa mais triste...e que a Palestina é um lugar que pode ser completamente esquecido pelo mundo...mas que lá acontecem coisas lindas, festivais internacionais de comida e dança. Ficou na casa da amiga em Israel, que foi quem apresentou o amigo palestino que a recebeu, na Palestina. O mundo tem jeito.
E, aqui em casa, pensei sozinha como é que dois povos tão complementares podem se estranhar tanto?! Assei uma berinjela no forno, inteirinha embrulhada no alumínio. Preparei a pasta de tahine e a zattar com azeite. Quando estava molinha tirei do forno e cortei ao meio. Grelhei com sal e azeite na frigideira antiaderente. Coloquei Sour Cream Balkis, tahine e zattar: tahine israelense com zattar palestina.
Sem nenhuma grande invenção. De maneira simples, o melhor de dois povos, que, um dia, ainda se reconhecerão como grandes parceiros. Porque o mundo dá muitas voltas...
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Virada Cultural
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Creme de cenoura e conforto
Aconteceu ontem de eu não estar bem e ter de ir ao médico, amigo de anos, que me disse: "não preciso dizer para você cuidar da alimentação, porque sei que você já faz isso. Mas, por alguns dias coma apenas coisas bem "cozidinhas". Não sei se é porque veio dele, que é tão querido, mas "coisas bem cozidinhas" me arremessou para um lugar dentro de mim que devo compartilhar com cem por cento da humanidade: conforto! Apenas a idéia de um alimento bem cozido já me trouxe um bem estar...o alimento passa por tantas mãos antes de chegar prá gente... é na hora do "aperto" que essa rede se explicita como um afago da grande mãe Terra corrigindo o nosso corpo e "dando uma força", sempre!
Cheguei em casa e orientei a sopa, que a família fez e desfrutou junto. Quando ela chegou no meu bowl, bem colorida, pensei que lindo seria um queijo bem branquinho para compor a paleta de cores. A turma que podia, desfrutou do queijo também. E fez a foto, porque estava tão bom, que vale compartilhar. Para dividir conforto.
Creme de cenoura com sour cream Balkis
Ingredientes
8 cenouras médias
1/4 de uma cebola pequena
1 xuxu
1 tomate
1 folha de louro
1 pedaço pequeno de gengibre
folhas de salsinhas picadas bem pequenas
sal (quanto baste)
azeite de oliva virgem (qb)
sour cream Balkis
Modo de Preparo
Refogue os ingredientes no azeite (exceto a salsinha e o sour cream) em uma panela de pressão. Sague e frite por alguns instantes. Coloque água até cobrir e deixe cozinhar por 15 minutos depois que pegar pressão. BAta no liquidificador ou com um mixer para formar o creme. Sirva com a salsinha e o sour cream Balkis por cima.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Simples, bonito e gostoso
Chegou o feriado e junto com ele um clima de inverno: esfriou. Aquela necessidade de recolhimento chega junto com o conforto de uma comida quentinha. Sem muita confusão na cozinha, meu almoço está pronto. Junto com os cogumelos tem sopa de cenoura e erva doce mais uma saladinha bem fresca. Que nessa época do ano as verduras parecem começar a falar: adoram as temperaturas mais amenas e suas cores não deixam dúvidas.
Se tem um cogumelo fresco (qualquer um), batatas, espinafre e sour cream ( ou creme de leite) Balkis na geladeira, você tem tudo o que precisa. Mãos a obra e bom descanso.
Se tem um cogumelo fresco (qualquer um), batatas, espinafre e sour cream ( ou creme de leite) Balkis na geladeira, você tem tudo o que precisa. Mãos a obra e bom descanso.
2 batatas grandes
1 bandeja de cogumelos shitake frescos
1 maço de espinafre
1 talo de salsão
Azeite de oliva (quanto baste)
Sal (qb)
Noz moscada (qb)
Limão (q b)
Tomilho fresco (q b)
Creme de leite Balkis (q b)
Molho de pimenta tabasco (q b)
Queijo parmesão (q b)
Modo de preparo
Higienize todos os ingredientes. Cozinhe as batatas com casca em bastante água junto com o talo de salsão e o tomilho fresco. Coloque as folhas do espinafre em uma panela tampada sem água e cozinhe até murchar. Faça um macinho, corte-o e recorde as folhas para que fiquem pequenas e passe-as no azeite, sal com uma pitada de noz moscada e umas gotas de limão. Tire os talos dos cogumelos e frite-os com um fio de azeite e algumas gotas de pimenta e sal até que murchem. Retire a casca das batatas quando estiverem cozidas e passe-as pela peneira. Faça o purê com Sour Cream Balkis e azeite em quantidades que o tornem bem macio. Acrescente queijo parmesão ralado a gosto. Monte da seguinte maneira: purê, espinafre e cogumelos. Sirva quente.
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