segunda-feira, 27 de março de 2017

FAAP curso O FEMININO: MODOS DE CONSTRUÇÃO DE UM ENIGMA

Olá Pessoal, boa tarde

 

A FAAP está com matrículas abertas para o curso O FEMININO: MODOS DE CONSTRUÇÃO DE UM ENIGMA (clique no nome do curso para mais informações)

De 19 de abril a 07 de junho/2017 – quartas-feiras das 19h30 às 22h30

 

O curso parte de uma reflexão sobre a ideia de Enigma e de como, histórica e estilisticamente, este conceito esteve atrelado ao Feminino. A partir de temas centrais da psicanálise e de obras do cinema e da literatura, o curso desenhará diversos contornos dessa complexa representação do Feminino. Como perguntava Freud, afinal, “o que quer uma mulher?”. A partir dessa questão, serão trilhadas as ideias de Falo, Falta, Desejo, Fantasia, Ficção, Escritura e Narrativa.

 

Com:

Maria Lucia Homem
Psicanalista, pesquisadora do Núcleo Diversitas FFLCH/USP e professora da FAAP. Pós-graduação em Psicanálise e Estética pela Universidade de Paris VIII / Collège International de Philosophie e Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Autora de "No limiar do silêncio e da letra" (Boitempo) e participação em "Leitores e leituras de Clarice Lispector" (Hedra), "Cinema e Psicanálise"(nVersos), entre outros.

Ilana Feldman
Pesquisadora, crítica e professora. É doutora em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP, com passagem pelo Departamento de Filosofia, Artes e Estética da Universidade Paris VIII, tendo desenvolvido a tese “Jogos de cena: ensaios sobre o documentário brasileiro contemporâneo”. Atualmente, realiza pós-doutorado em Teoria Literária no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP, com pesquisa sobre cinema, testemunho e autobiografia.

Maria Rita Palmeira
Doutora em literatura brasileira pela USP (2009), com tese sobre literatura brasileira contemporânea, e mestre em Teoria Literária pela Unicamp (2000). Foi professora da Facamp (2001-2011), do Centro Universitário Belas Artes (2011) e da Escola Superior Diplomática (2010-2011), e professora temporária  na USP (2012). É pesquisadora do projeto "Conexões Itaú Cultural: mapeamento da literatura brasileira no exterior" desde 2008 e parecerista das revistas Arredia, Via Litterae Estudos de literatura brasileira contemporânea. Desde agosto de 2011, é editora-assistente da Três Estrelas, selo de não ficção da Folha de S.Paulo.

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Adeus

Desde julho de 2010, este blog fez parte da vida: uma comida boa precisava ser fotografada antes de tudo; amigos pelo mundo carregaram coisas diferentes para que eu pudesse dividir aqui; este Brasil surpreendente com sua cultura gastronômica múltipla e desconhecida dos próprios brasileiros rendeu muitos posts; boas iniciativas na área da gastronomia, geléia de bacuri, cuscus de canjiquinha, godó de banana...muita coisa. Afinal, foram quase 5 anos completos escrevendo semanalmente sobre a nobre arte da alquimia que mantém a vida: alimentar-se. E agora acabou: a Balkis decidiu encerrar o blog. Esta foi uma linda parceria que, como um bom ingrediente e como tudo na vida, transformou-se.
Queria agradecer aos leitores que me acompanharam e que se tornaram amigos e companheiros desta adorável viagem. Foi muito bom poder dividir tanta coisa. Que vocês sigam curiosos e cada vez mais motivados com a felicidade de desfrutar bons momentos ao redor de uma mesa, com amigos e comida boa. Valeu, pessoal!

domingo, 12 de abril de 2015

Domingo diverso



São Paulo, como todas as grandes cidades, é difícil, concordo. Mas tem aspectos tão legais que só e justamente por ser isso que ela é - uma cidade muito, muito grande - pode oferecer. Porque é tudo junto e ao mesmo tempo. A dialética do avesso que, Caetano Veloso, tão lindamente cantou em "Sampa".

Ontem estive na "Feira de Economia Solidária" protagonizada por mulheres de Cananéia, litoral sul do estado de São Paulo. Lá, elas desfrutam da vida em pequeníssimas comunidades e se juntaram para formar uma sociedade produtiva baseada no princípio da "reciprocidade, solidariedade, trabalho autogestionado e decisão coletiva sobre a produção". O resultado elas mostraram ontem no Largo da Batata: artesanato, apicultura, farinha de mandioca, palmito fresco, pães, geléias, conservas, chips de banana e a alegria de poder compartilhar com mais gente o resultado de levar uma vida "que vale a pena ser vivida", para fazer minhas, as palavras delas.
Já no bairro da Liberdade, acontece a "Feira Vegana de Outono", com enfâse nas comidas e todos os produtos que vêm na esteira dessa visão de mundo na qual os produtos de origem animal não entram na produção de nada.
E, por último, a feira espanhola no "La Feria", com comidas, produtos, música e dança como
 tipicamente acontece lá na Espanha. Para isso vários restaurantes, escolas de música e  de dança da cidade foram chamados a participar.
Ainda na Vila Madalena, a orquestra de Antonio Carlos Martins toca em evento que faz parte da "Virada da Saude" e tem degustação de queijos, mel, geléia e pães orgânicos.
Todos os eventos têm entrada gratuita. Do jamon à coxinha de jaca passando pela sempre maravilhosa mandioca, a escolha é sua. Porque construir a diversidade verdadeira é sempre alguma coisa boa para a alma.






quarta-feira, 8 de abril de 2015

Páscoa diferente



Minha páscoa não teve ovos de chocolate, compras ou preparações. Foi no mato que ela se revelou muito diferente.: teve bolo com forma de coração emprestada da vizinha, forno para assar de outro vizinho e cobertura de puro líquor de cacau - diretamente da Bahia -, que eu carreguei da minha própria casa. Foi uma delícia! Com uma infinidade de borboletas diferentes, limão e abacates colhidos na hora e refeições com mesa no terraço, rio à frente cantando 24 horas por dia.
Trouxe pinhões colhidos em uma caminhada que viraram um delicioso quibe com quínua e bulgur, e recebi notícias do amigo distante que andou colhendo aspargos selvagens em algum bosque italiano. Mas o melhor foi que, junto disso tudo, o friozinho chegou mansamente e destrancou o desejo de sopa quente.  Ficou gostosa e digna de ser repartida. Sopas com agrião já fiz muitas, mas com mostarda foi a primeira. E o queijo grelhado na chapa quente me lembrou de tempos em que o frio durava tempo suficiente para criar boas memórias gustativas. Com as mudanças climáticas em curso, já comecei a aproveitar as breves visitas de temperaturas mais baixas para fazer sopas.




Sopa de legumes com mostarda
Ingredientes
1 chuchu
2 cenouras
1/2 cebola
1/3 de maço de mostarda
1 tomate
3 batatas
azeite de oliva (quanto baste)
queijo coalho Balkis (q b)
sal (qb)

Modo de Preparo
Higienize todos os ingredientes.
Corte a mostarda em tiras finas. Reserve.
Corte o queijo coalho Balkis em tiras finas e reserve.
Corte regularmente os legumes e refogue todos eles em azeite. Deixe que fritem um pouco. Salgue. Acrescente as folhas da mostarda cortada e água suficiente para cobrir os ingredientes. ]
Cozinhe até que todos fiquem bem macios. Bata tudo no liquidificador. Reserve.
Doure em azeite as tiras finas de queijo coalho Balkis e corte-as em pequenos cubos.
Sirva a sopa quente com cubos de queijo coalho Balkis dourados por cima.



















terça-feira, 31 de março de 2015

A realidade do capim-santo que parece ficção


flores da pitaia
Gente, vou pedir licença porque o assunto é sério. Estou aqui, semanalmente, para falar de comida, paladar, construção de conhecimento e cultura. Moro em uma das maiores cidades do planeta, centro gastronômico e cultural importante, e bem ali, a 3 quilômetros da minha casa mora a ignorância. A Neide Rigo, nutricionista dona de grande conhecimento que divide regularmente, está no centro de uma questão bizarra. Se uniu aos vizinhos para plantar e cuidar de uma horta comunitária que acabou virando uma "questão". Plantar ervas para todos e qualquer um e cuidar de um espaço público abandonado, substituindo lixo e entulho por plantas comestíveis e flores foi  mal interpretado e gerou reações contrárias de alguns vizinhos - acreditam?
Fiquei tão espantada com essa história que achei importante passá-la para frente. De que adianta receitas incríveis se não se reconhece a beleza e a importância de ações que educam, inspiram, embelezam e contribuem? Quem pode ser contra a ideia de poder ir ali na esquina e colher manjericão fresco para o seu macarrão e capim-santo para o suco ou o chá? Plantados e cuidados por alguém que eventualmente você nem conheça, mas que divide com você? Acho que não estou entendendo o mundo direito...
Na praça em frente a minha casa colho, abacate, limão cravo, fruta pão e eu mesma plantei uma mangueira, que vai indo muito bem, obrigada. Plantado do lado de lá, mas florescendo e frutificando do meu lado do muro estão essas maravilhosas pitaias que os vizinhos dividem comigo. Sou uma otimista e acho que a Neide vai sair vitoriosa dessa história, mas expôs com ela uma realidade que parece ficção. E que precisa, sim, de exposição para poder ser esclarecida e modificada. Porque, acredito que só muita ignorância seria capaz de gerar atitude semelhante. E, para ignorância, esclarecimento. Que pode chegar com cheiro de capim-santo para o suco, o arroz, o chá, o brigadeiro, a sopa tailandesa etc etc etc.

pitaias

segunda-feira, 23 de março de 2015

Abobrinha vestida para festa




Já imaginou que uma abobrinha pode ser uma "abobrona", e que pode virar prato principal? Foi assim comigo. Era o jantar para uma amiga querida e estava em dúvida sobre o que fazer. Na feira de orgânicos encontrei essa megabobrinha e a Marcela sugeriu: recheia. Recheei! Com shitake, ela própria, vagem, ervas e bastante azeite. Por cima o queijo, e em volta tomatinhos assados com mais ervas e azeite. Ficou gostoso e muito diferente, além de prático e diferente.  

Ela tem um nome engraçado: abobrinha menina brasileira. É mais firme que a abobrinha italiana, pode ser bem grande e concentra as sementes na parte mais arredondada. Todo o resto era pura polpa. Dispensei as sementes e fiquei com a polpa que raspei com uma colher até chegar na casca: ficou um barcão.  Untei com azeite, sal e ervas (manjericão, alecrim, tomilho e salsa). O recheio foi ela mesma refogada com shitake, vagem e salsinha. Queijo por cima, papel alumínio e forno. Quase que nem deu foto...só tinha uma banda quando foi fotografada. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Panquecas sem trigo





Tive uma nostalgia de um sabor específico...lembrei que da última vez que estive na Índia em que, todos os dias no café da manhã eu comia uma deliciosa panqueca de arroz chamada dosa. Geralmente são feitas na hora, têm um aeramento maravilhoso e contrastam com as chapas bem escuras onde, brancas e alvas, entram líquidas e saem quentinhas e macias. Têm um sabor levemente azedo por causa do iogurte que entra na preparação da massa. Humm...saudades da Índia e seus trocentos mil sabores.
Já reparou como as crianças adoram panquecas? No meu almoço com comensal infantil me arrisquei na panqueca com farinha de arroz que nunca antes havia feito. Substituí a farinha de trigo por farinha de arroz e amido de milho. Funcionou! Ficou longe da dosa mas, deu maciez, beleza e gostosura. Recheei com creme de ricota e palmito, cobri com molho de tomate, queijo parmesão e pronto! Fez sucesso com as crianças pequenas e com as grandes (no caso eu mesma).
Me ocorreu que os intolerantes ao glúten e lactose podem fazer delas também. Dá para substituir o iogurte por um caldo de legumes. E, caso não queiram utilizar ovo na massa é só substituir por uma colher de sopa de linhaça hidratada em água. Quanto à manteiga, usem guee (manteiga clarificada) que não tem lactose nenhuma e é pura gordura, liberada para todas as intolerâncias. Para o queijo, use um frescal Balkis sem lactose liquidificado com o palmito ou invente um recheio bem gostoso da sua própria cabeça!

Panquecas de creme de palmito com ricota
Ingredientes
Para a massa
1/2 xícara de amido de milho
1/2 xícara de farinha de arroz
2 colheres de sopa de manteiga
1 ovo
mais ou menos uma xícara de iogurte
queijo parmesão (quanto baste)
sal (q b)

Para o recheio
1 vidro de palmito
250 gramas de ricota fresca Balkis
iogurte (q b)
sal (q b)

Para o molho
2 latas de tomate pelado
3 ramos de manjericão
5 gotas de molho de pimenta tabasco
sal (quanto baste)
queijo parmesão (q b)

Modo de Preparo
Higienize o manjericão
Bata todos os ingredientes da massa no liquidificador. Reserve.
Bata os ingredientes do recheio no liquidificador e use o iogurte e azeite apenas para ajudar a formar um creme. Reserve.
Corte os tomates pelados em cubos pequenos. Em uma panela coloque azeite, os tomates pelados cortados juntamente com o molho da lata, sal e pimenta. Deixe cozinhar por 8 minutos em fogo baixo. Desligue e acrescente as folhas de manjericão.
Faça as panquecas em uma frigideira antiaderente. Recheia-as e enrole-as.
Monte em um refratário da seguinte maneira: unte o fundo com molho de tomate, acomode as panquecas, cubra com o restante do molho de tomate e cubra com queijo parmesão. Leve ao forno para derreter o queijo e sirva quente.